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	<title>Monarquias Espanhola &#8211; Monarquia J&aacute;!</title>
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	<description>Pela restauração da honestidade na vida política! Monarquia Já</description>
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		<title>JOSÉ DE BOUZA SERRANO: &#8220;A RAINHA ELIZABETH II ESTÁ SEDUZIDA PELA MEGHAN!&#8221;</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 03 Dec 2018 23:41:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Nobreza Européia]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Monarquia Inglesa]]></category>
		<category><![CDATA[Monarquias Espanhola]]></category>
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					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 13 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 As monarquias são para si um assunto do dia-a-dia sem segredos. Tendo exercido funções como diplomata e embaixador em Madrid, Bruxelas e Haia, entre tantos outros locais, José de Bouza Serrano acaba de publicar uma obra na qual desvenda a história...]]></description>
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<div class="titleContainer">
<blockquote>
<h4>As monarquias são para si um assunto do dia-a-dia sem segredos. Tendo exercido funções como diplomata e embaixador em Madrid, Bruxelas e Haia, entre tantos outros locais, <strong style="font-size: 16px;">José de Bouza Serrano</strong><span style="font-size: 16px;"> acaba de publicar uma obra na qual desvenda a história de cada uma das monarquias europeias e os desafios de casamentos com elementos fora da realeza. &#8220;As Famílias Reais Dos Nossos Dias&#8221; promete apaixonar os mais ávidos leitores e revelar detalhes curiosos sobre figuras habitualmente distantes da História.</span></h4>
</blockquote>
</div>
<div class="sectionNameContainer"><a href="http://caras.sapo.pt/realeza">REALEZA</a>  &#8211; ANDREIA MONTES  &#8211;  3 DE DEZEMBRO DE 2018</div>
<div></div>
<div class="sectionNameContainer"><strong>O que é que a monarquia tem de tão especial para haver tantos leitores interessados?</strong></div>
</div>
<div class="storyDetails">
<div class="content index-3 type-html odd ">
<p>A monarquia tem uma magia contagiante. Há uma parte afetiva que não se explica, que não é racional, porque se prende com a identidade do país, com o que há de mais profundo na nossa História. Temos em Portugal oito séculos de monarquia e cento e poucos anos de República.</p>
</div>
<div class="content index-4 type-html even ">
<p><strong>E poderá ter a ver com o conceito de &#8220;casar por amor&#8221;, um pouco ao jeito dos filmes da Disney?</strong></p>
</div>
<div class="content index-5 type-html odd ">
<p>É. Ninguém se preocupa com o casamento da filha do presidente, mas se for o casamento da princesa já é uma coisa que atrai multidões, como se viu agora com o príncipe <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Harry"><strong>Harry</strong></a> e com a <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Meghan"><strong>Meghan Markle</strong></a>. Faz parte da nossa identidade romântica das histórias da infância, dos príncipes e das princesas, não é?</p>
</div>
<div class="content index-6 type-html even ">
<p><strong>Como avalia a mudança de paradigma nas famílias reais europeias, que viram os seus sucessores casar com pessoas exteriores à realeza?</strong></p>
</div>
<div class="content index-7 type-html odd ">
<p>É um <em>trend</em> muito forte. Vê-se sobretudo no século XXI e eu via-a quando estava sentado no corpo diplomático e tínhamos à nossa frente todos as pessoas reais, convidados para um casamento, e todas estavam mal casados dentro do antigo critério [do Almanaque de Gotah]. Também digo na conclusão do meu livro que até agora tem funcionado. Veremos&#8230;</p>
</div>
<div class="content index-8 type-html even ">
<p><strong>Mas no início do livro menciona um modelo de felicidade pessoal baseada no amor que vai trazer um certo prejuízo para a instituição monárquica em termos de “alteração de valores”&#8230;</strong></p>
</div>
<div class="content index-9 type-html odd ">
<p>Sim, porque as pessoas reais casavam-se sempre entre elas e têm uma educação e uma formação muito específica. Todas são formatadas daquela maneira, portanto estão preparados para grandes sacrifícios. Se pensarmos na rainha emérita de Espanha, a rainha <strong><a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Sof%C3%ADa+rainha">Sofía</a></strong>, ela é, antes de mais nada, rainha consorte. Agora emérita, mas é a rainha Sofía. Ela aguentou imensas infidelidades do marido&#8230;</p>
</div>
<div class="content index-10 type-html even ">
<p><strong>E a própria distância do país de origem, a Grécia…</strong></p>
</div>
<div class="content index-11 type-html odd ">
<p>Mas para isso eles estão treinados. Eles podiam reinar em qualquer sítio.</p>
</div>
<div class="content index-12 type-html even ">
<p><strong>Mas considera que esta ideia pode ter “deteriorado” o conceito de realeza ou trouxe, por outro, maior realismo? As pessoas também podem identificar-se mais com esta “nova realeza”. São pessoas “mais comuns”.</strong></p>
</div>
<div class="content index-13 type-html odd ">
<p>Pois são. Mas as pessoas mais comuns não estão necessariamente mais próximas dos seus subditos, não é? Porque se são exatamente iguais, o que é que faz a diferença? Porque é que uma senhora faz uma vénia a uma rainha se esta é filha do dono dos armazéns de Oslo? Quando o rei <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=rei+Harald"><strong>Harald</strong></a> se casou com a <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=S%C3%B3nia+Noruega"><strong>Sónia</strong></a>, nessa altura eles não se reviam na consorte o suficiente de forma a que justificasse um certo número de privilégios e um tratamento diferente. Mas também digo no livro: até agora tem funcionado. Nós vemos casamentos impensáveis: uma mãe solteira e que usa drogas…</p>
</div>
<div class="content index-14 type-html even ">
<p><strong>Como é o caso da <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Mette-Marit">Mette-Marit</a> da Noruega.</strong></p>
</div>
<div class="content index-15 type-html odd ">
<p>Pois, mas passaram 17 anos, eles estão juntos, aparentemente felizes.</p>
</div>
<div class="content index-16 type-html even ">
<p><strong>Mas o que é que é mais “prejudicial”? <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Carlos+principe">Carlos</a> e <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Diana+princesa">Diana</a> de Inglaterra eram um membro da família real e outro da aristocracia e acabaram por ter uma relação conturbadíssima, que abalou a coroa inglesa. Por outro lado, temos o ‘voltar a respirar de alívio’ com a chegada de <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Kate">Kate</a> que também não é da monarquia.</strong></p>
</div>
<div class="content index-17 type-html odd ">
<p>Pois não, não é. Mas de qualquer maneira teve uma educação próxima. E sobretudo eles [Kate e William] têm uma grande proximidade, coisa que não existia no casamento do Carlos e da Diana porque havia sempre uma terceira pessoa, que é a atual <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=duquesa+da+Cornualha"><strong>duquesa da Cornualha</strong></a>. Eu tive-os (Carlos e Camilla) cá há pouco tempo, eles estiveram também na entronização do rei <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=rei+Guilherme"><strong>Guilherme</strong></a> da Holanda, e tudo isso se sentiu. As pessoas reais estão treinadas para o sacrifício, para porem a coroa, a instituição, o casamento, acima das infidelidades. As pessoas que têm uma educação burguesa não têm essa visão e é muito difícil aceitarem.</p>
</div>
<div class="content index-18 type-html even ">
<p><strong>No caso de Meghan e Kate tem sido falada uma separação entre as duas. O que é que as une e o que é que as separa afinal?</strong></p>
</div>
<div class="content index-19 type-html odd ">
<p>Não sei, não conheço suficientemente. Aliás, nem as conheço fisícamente. Cruzei-me uma vez com o príncipe Harry.</p>
</div>
<div class="content index-20 type-html even ">
<p><strong>Foi noticiado recentemente que as diferenças entre ambas terão motivado uma mudança de casa do par recém-casado.</strong></p>
</div>
<div class="content index-21 type-html odd ">
<p>O que acontece é que são duas estrelas: uma tem a sucessão. Pelo passar do tempo e com a ajuda de Deus será rainha consorte e mãe do herdeiro. O outro [Harry] é um ramo segundogénito que, de qualquer maneira, está agora à espera do primeiro filho. A Kate é o exemplo típico de como era a Diana: são de uma classe média alta…</p>
</div>
<div class="content index-22 type-html even ">
<p><strong>Kate e William estudaram no mesmo colégio&#8230;</strong></p>
</div>
<div class="content index-23 type-html odd ">
<p>Exatamente, uma educação muito aproximada. E é isso que faz a identidade de Inglaterra: o tipo de educação que as pessoas têm. Em Inglaterra até se reconhece o estrato social pela maneira como se pronunciam as palavras. A pessoa pode dizer <em>&#8220;tu és do Norte, tu és do Alentejo&#8221;</em>, mas não se percebe se é aristocrata, classe média ou povo. Em Inglaterra isso é muito nítido. Os pais de Kate puseram-na num dos melhores colégios e assim aconteceu. Nem tinha nobreza nessa altura mas tenho a impressão que a rainha já nobilitou e já deu armas e tudo aos pais dela. Eles são apaixonados e têm uma família numerosa. A outra vem de fora, é uma mulher que lutou sempre pela sua independência, atriz, divorciada, teve um primeiro casamento. Tudo isso é já uma bagagem que uma pessoa traz. Se bem que vejo que parecem estar muitíssimo apaixonados.</p>
</div>
<div class="content index-24 type-html even ">
<p><strong>A rainha <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Isabel+II">Isabel II</a> até está a gerir muito bem esta questão.</strong></p>
</div>
<div class="content index-25 type-html odd ">
<p>A rainha Isabel II está seduzida pela Meghan! Toda a gente diz que ele [Harry] é o neto preferido dela. A escolha do neto preferido também se transformou na sua escolha. As pessoas reais são treinadas para não mostrar os sentimentos: não choram em público, não riem em público.</p>
</div>
<div class="content index-26 type-html even ">
<p><strong>O caso do funeral de Diana é disso exemplo. Apesar de muito jovens, William e Harry mantiveram uma preserverança sem precedentes.</strong></p>
</div>
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</div>
<div class="content index-27 type-html odd ">
<p>Porque já estavam treinados para isso. Mas a rainha riu-se várias vezes quando foi no comboio real com Meghan. Ela dizia-lhe coisas ao ouvido e ela ria-se.</p>
</div>
<div class="content index-28 type-html even ">
<p><strong>Até houve alguns incidentes protocolares…</strong></p>
</div>
<div class="content index-29 type-html odd ">
<p>Para entrar no carro. A rainha disse-lhe:<em> “You first.”</em> Mas são coisas muito específicas.</p>
</div>
<div class="content index-30 type-html even ">
<p><strong>Também é mais fácil, hoje em dia, viralizar todos esses momentos.</strong></p>
</div>
<div class="content index-31 type-html odd ">
<p>É horrível. Uma coisa dramática: o rei emérito de Espanha foi a Abu Dhabi porque o [Fernando] <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Fernando+Alonso"><strong>Alonso</strong></a> deixava a Fórmula 1 e ele quis apoiar aquele espanhol que lançou quando era rei. Mas infelizmente não podia evitar e tinha de passar pelo príncipe herdeiro da Arábia Saudita sobre quem existe uma série de evidência de ter sido ele a ordenar o assassinato do [Jamal] <strong>Khashoggi</strong>. Claro que em Espanha logo a esquerda e o poder fizeram disso um assunto tremendo.</p>
</div>
<div class="content index-32 type-html even ">
<p><strong>Voltando à coroa inglesa, sendo esta um exemplo de preserverança, como é entendido este amor entre Harry e Meghan? Trará ou não fragilidade à coroa?</strong></p>
</div>
<div class="content index-33 type-html odd ">
<p>Penso que não porque os Windsor têm uma capacidade de se renovar notável. E sobretudo adiantam-se às situações e gerem as questões. A única vez que a rainha fraquejou foi quando não quis vir de Balmoral porque achava que nem ia fazer um funeral de estado à princesa Diana. Nada! Mas nessa altura foi o <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Tony+Blair"><strong>Tony Blair</strong></a> quem criou aquela frase da ‘princesa do povo’: quando chegaram ali [Palácio de Buckingham] e viram o chão coalhado de mensagens e flores e o desgosto tremendo que as pessoas tiveram é que perceberam. Há um filme estupendo &#8211; <em>The Queen </em>&#8211; em que isso está muito bem retratado, com um grande realismo. Com a <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Helen+Mirren"><strong>Helen Mirren</strong></a>. Está muito bem feito.</p>
</div>
<div class="content index-34 type-html even ">
<p><strong>Além da distância do próprio tempo, o que é que distingue, por exemplo, Meghan de <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Grace+Kelly">Grace Kelly</a>, que também era atriz?</strong></p>
</div>
<div class="content index-35 type-html odd ">
<p>É curioso. Têm em comum serem americanas, como no fundo a <strong>Wallis Simpson</strong> também era americana e divorciada. Mas já viu o que evoluiu? Independentemente de se dizer que o rei tinha tendências nazis e uma certa atração pelo Reich, ele nunca poderia casar com uma divorciada porque, no fundo, ele também é cabeça da igreja inglesa. Divorciada duas vezes&#8230; Mas ele achou que o seu amor ia pôr todo o povo a ser favor. E não pôs. Foi de tal maneira escandaloso que esta rainha nunca abdicará porque a abdicação foi traumatizante para a família Windsor. E também porque quando recebeu a Coroa jurou que iria servir os seus súbditos até ao fim. E ela é fiel a esse juramento.</p>
</div>
<div class="content index-36 type-html even ">
<p><strong>É hoje o casamento de <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Alberto+do+M%C3%B3naco">Alberto do Mónaco</a> uma certeza para aquele povo?</strong></p>
</div>
<div class="content index-37 type-html odd ">
<p>Penso que sim porque foi muito difícil. Recolhi várias opiniões e quando era chefe de protocolo fui de propósito ao aeroporto para a conhecer pessoalmente. Eles iam para a Comporta. Ela [Charlene] era lindíssima! Com uns olhos azul-piscina, como eu digo no livro. Mas, ao mesmo tempo, é essa capacidade que ela tem de se adaptar. É o que ela diz: <em>“Eu no fundo sou uma rapariga zulu que nasceu numa piscina… Ele é um príncipe. Vinha de tão longe, não sabia nada do que era isto.”</em> E ela sofreu bastante porque a princesa <strong><a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Carolina+do+M%C3%B3naco">Carolina</a>,</strong> mesmo estando separada do marido, mandava ali. E se não houvesse sucessão &#8211; questão que já está resolvida -, seriam os filhos dela os herdeiros do principado.</p>
</div>
<div class="content index-38 type-html even ">
<p><strong>Mas que imagem têm de <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Charlene+do+M%C3%B3naco">Charlene</a>, inicialmente ausente da vida da família real e, mais recentemente, mostrando-se interessada e participativa em questões socio-caritativas?</strong></p>
</div>
<div class="content index-39 type-html odd ">
<p>Ela tem uma fundação especial para ensinar as pessoas a nadar desde pequenos, o que é notável. Morre muita gente afogada. E em África muitíssima, crianças e adultos. Ela tem-se imposto. Ninguém percebia a agenda da Charlene, mas hoje em dia o povo vê-a como sua soberana. E eles estão felizes. De aspeto. Nós nunca sabemos…</p>
</div>
<div class="content index-40 type-html even ">
<p><strong>Espanha é em tudo diferente. A figura conflituosa do rei, a inimizade do povo para com a rainha <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=Let%C3%ADzia">Letízia</a>, as dificuldades vividas pela irmã do rei, a viver na Suíça desde que o marido, <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=I%C3%B1aki+Urdangarin">Iñaki Urdangarin</a>, foi preso… Pode estar em causa a figura da monarquia deste país?</strong></p>
</div>
<div class="content index-41 type-html odd ">
<p>Da instituição, sim. Eu tenho medo que isso aconteça porque quando havia o bipartidarismo entre o PSOE e o PP, que se alternavam no poder, os outros partidos não tinham significado. Ambos aceitavam a Coroa porque a democracia tinha sido trazida pela monarquia. Foi o Juan Carlos quem conseguiu, dentro da legalidade, transformar a ditadura do Franco numa democracia.</p>
</div>
<div class="content index-42 type-html even ">
<p><strong>E era-lhe reconhecido esse mérito.</strong></p>
</div>
<div class="content index-43 type-html odd ">
<p>Completamente! E ele viveu desse crédito imenso tempo. Mas isso agora acabou-se. E, sobretudo, alterou-se o enquadramento e a figuração do Parlamento. Hoje em dia o PP está fragmentado, o PSOE também não tem força, o Podemos subiu imenso. Também digo no livro que, em qualquer altura, se pode pôr alguém que tem uma maioria parlamentar a dizer: <em>‘Vamos fazer um referendo: monarquia ou república?’.</em> Trata-se, no fundo, de uma monarquia que é recente, porque naqueles anos todos do Franco ele era caudilho e Espanha era um reino, mas o regime era diferente. As pessoas nem conheciam o Don Juan, que vivia cá no exílio. Conheciam mal o príncipe, que teve de engolir muitos “sapos vivos” para se manter no poder. É um país de que gosto muito. Estive lá cinco anos e meio na embaixada e tenho muito boas recordações, ainda hoje vou lá e tenho muitos amigos, mas sinto isso. Pode correr o risco do regime monárquico ser suplantado nas urnas por um regime republicano.</p>
</div>
<div class="content index-44 type-html even ">
<p><strong>Qual é o papel da realeza em Portugal? Considera que as pessoas têm curiosidade em ver uma maior presença?</strong></p>
</div>
<div class="content index-45 type-html odd ">
<p>Sim, mas o<strong> <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=D.+Duarte">D. Duarte</a> </strong>e a senhora <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=D.+Isabel"><strong>D. Isabel</strong></a> têm tido bastante presença. Temos agora o Jantar dos Conjurados no dia 30, que historicamente precede 1640.</p>
</div>
<div class="content index-46 type-html even ">
<p><strong>Mas existe espaço para a monarquia no nosso País? Com que tipo de poder ou ação no dia-a-dia?</strong></p>
</div>
<div class="content index-47 type-html odd ">
<p>Acredito que sim porque são a &#8216;reserva&#8217; da República. Eles dedicam-se a uma série de ações, educam os filhos lindamente dentro dos valores permanentes de Portugal.</p>
</div>
<div class="content index-48 type-html even ">
<p><strong>D. Duarte continua com o trabalho na Fundação D. Manuel II e apoiou a causa de Timor.</strong></p>
</div>
<div class="content index-49 type-html odd ">
<p>Sim, e os filhos estão muito envolvidos e são muito patriotas.</p>
</div>
<div class="content index-50 type-html even ">
<p><strong>Considera que existe esse reconhecimento?</strong></p>
</div>
<div class="content index-51 type-html odd last ">
<p>Existe para quem os conhece. O problema é esse. Eles ganham muito em ser conhecidos. Digo isto porque os sirvo há muitos anos. São conhecidos em toda a Europa! Também são primos de toda a gente. Aliás, o livro perpassa muitos Bragança porque era uma dinastia, da primeira parte do [Almanaque de] Gotah, que se davam muito com todos eles. A senhora Dona Isabel também tem ajudado muito. Há sempre uma função em que eles podem ajudar. O nosso Presidente [da República] tem tido o cuidado de convidar a senhora D. Isabel e o senhor D. Duarte. Mesmo agora, no jantar com os primos, os <a href="http://caras.sapo.pt/pesquisa?q=reis+da+B%C3%A9lgica"><strong>reis da Bélgica</strong></a>, estiveram no banquete e ficaram bem sentados, e eles não têm lugar protocolar. Falo disso no meu livro de protocolo. Os duques de Bragança, como chefes da Casa Real de Bragança e herdeiros, e o cardeal-patriarca, que é um eleitor de um outro país [o Vaticano é uma monarquia eletiva] porque qualquer cardeal pode vir a ser Papa. Imagine que é eleito? Não sabemos, só o Espírito Santo!</p>
</div>
</div>
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