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	<title>República &#8211; Monarquia J&aacute;!</title>
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	<description>Pela restauração da honestidade na vida política! Monarquia Já</description>
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	<title>República &#8211; Monarquia J&aacute;!</title>
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		<title>O Pulmão do Império: como o golpe de 1889 sufocou a Floresta da Tijuca e o futuro do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 28 Jan 2026 10:34:39 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação Monárquica]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[Império do Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[A Floresta da Tijuca não é apenas uma maravilha natural; ela é um monumento vivo à previdência de Sua Majestade Imperial, Dom Pedro II. Enquanto o mundo mergulhava na Revolução Industrial sem olhar para trás, o Império do Brasil executava a maior recuperação ambiental do século XIX. Hoje, ao olharmos...]]></description>
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<p>A Floresta da Tijuca não é apenas uma maravilha natural; ela é um monumento vivo à previdência de <strong>Sua Majestade Imperial, Dom Pedro II</strong>. Enquanto o mundo mergulhava na Revolução Industrial sem olhar para trás, o Império do Brasil executava a maior recuperação ambiental do século XIX.</p>



<p>Hoje, ao olharmos para as cicatrizes da urbanização desordenada no Rio de Janeiro, é impossível não questionar: o que teria sido da nossa capital se a República não tivesse interrompido o projeto de nação da Dinastia de Bragança?</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um Monarca à frente de seu tempo</h2>



<p>Em 1844, o Rio de Janeiro enfrentava uma crise hídrica severa. Compreendendo a relação direta entre a cobertura florestal e a manutenção dos mananciais, Dom Pedro II tomou uma decisão audaciosa: desapropriar fazendas de café para devolver a terra à natureza.</p>



<p>Sob a gestão de Manuel Archer, e mais tarde do Barão de Escragnolle, estima-se que cerca de <strong>um bilhão de árvores</strong> tenham sido plantadas manualmente entre 1846 e 1860. Sem tecnologia moderna, apenas com o esforço humano e a visão científica do Imperador, o projeto recuperou integralmente a região, garantindo água para a população e criando o que hoje conhecemos como o maior parque florestal urbano do mundo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O abandono republicano e o surgimento das favelas</h2>



<p>O declínio da Floresta da Tijuca e a crise social do Rio de Janeiro têm um marco zero: <strong>15 de novembro de 1889</strong>. O golpe militar que derrubou a Monarquia não apenas exilou a Família Imperial, mas abandonou os projetos estruturantes que visavam integrar os ex-escravizados à sociedade.</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p><strong>O Fato Oculto:</strong> O plano de Dom Pedro II e da Princesa Isabel previa apoio financeiro e terras para os libertos após a Lei Áurea. Com o golpe, esse auxílio foi cancelado. Sem amparo e sem emprego, a população marginalizada ocupou as encostas e terras públicas — áreas que o Império preservava.</p>
</blockquote>



<h3 class="wp-block-heading">Comparativo: A floresta ontem e hoje</h3>



<figure class="wp-block-table"><table class="has-fixed-layout"><thead><tr><td><strong>Período</strong></td><td><strong>Status da Gestão</strong></td><td><strong>Impacto Ambiental</strong></td></tr></thead><tbody><tr><td><strong>Império (1844-1889)</strong></td><td>Reflorestamento sistemático e proteção.</td><td>Recuperação de 100% da área planejada.</td></tr><tr><td><strong>República Inicial</strong></td><td>Abandono e fragmentação administrativa.</td><td>Início do desmatamento e ocupação irregular.</td></tr><tr><td><strong>Atualidade</strong></td><td>Pressão urbana e queimadas.</td><td>Restam apenas <strong>36%</strong> da área original imperial.</td></tr></tbody></table></figure>



<h2 class="wp-block-heading">O &#8220;E Se?&#8221; que a História confirma</h2>



<p>Estudos realizados por instituições como o IHGB indicam que a continuidade do projeto monárquico por apenas mais 12 anos teria mudado a face do Brasil. Estima-se que <strong>87% das favelas atuais</strong> e grande parte dos índices de criminalidade urbana não existiriam se o plano de integração social e preservação de terras da Coroa tivesse sido concluído.</p>



<p>A República recebeu uma floresta pujante e um plano de reforma social; entregou abandono e desordem urbana. A degradação de 64% da área original da Tijuca é o retrato físico do descaso republicano com o patrimônio natural e humano.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Um legado que resiste</h3>



<p>Apesar de reduzida, a Floresta da Tijuca permanece como o maior símbolo do Brasil que deu certo. Ela é a prova de que a Monarquia Brasileira não pensava em mandatos de quatro anos, mas em séculos. Preservar o que resta da Tijuca é, antes de tudo, um ato de respeito à nossa história imperial.</p>
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		<title>A Caixa e as poupanças dos escravizados: um resgate tardio da história econômica do Brasil</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 25 Oct 2025 22:42:42 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Império do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
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					<description><![CDATA[Recomendação do Ministério Público Federal reacende o debate sobre reparação histórica, transparência das instituições e o papel do Estado na preservação da memória nacional. Por Redação – Portal Monarquista O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Caixa Econômica Federal que apresente, em até 30 dias, um plano de identificação das...]]></description>
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<p>Recomendação do Ministério Público Federal reacende o debate sobre reparação histórica, transparência das instituições e o papel do Estado na preservação da memória nacional.</p>



<p><strong>Por Redação – Portal Monarquista</strong></p>



<p>O Ministério Público Federal (MPF) recomendou à Caixa Econômica Federal que apresente, em até 30 dias, um plano de identificação das chamadas <em>“poupanças de escravizados”</em> — contas supostamente abertas por pessoas escravizadas ou libertas no século XIX e início do XX. O órgão quer saber se esses valores ainda existem, qual foi sua destinação e se houve retenção indevida de recursos que, em tese, pertenceriam aos próprios poupadores ou a seus herdeiros.</p>



<p>A recomendação prevê ainda que, em 180 dias, a Caixa apresente um relatório completo com o resultado do levantamento. O MPF, sediado no Rio de Janeiro, afirma que a medida busca <em>“garantir transparência e promover justiça histórica diante de possíveis omissões do Estado brasileiro e de suas instituições financeiras.”</em></p>



<p>🏛️ <strong>A herança da escravidão e a memória financeira</strong></p>



<p>Durante o período imperial, muitos ex-escravizados conseguiram abrir contas de poupança ou participar de fundos de libertação — algumas das quais foram absorvidas, ao longo do tempo, por instituições que dariam origem à atual Caixa Econômica Federal.<br>Com o fim da escravidão, em 1888, o Brasil jamais estruturou um sistema formal de indenização, nem para os libertos nem para seus descendentes. Em vez disso, grande parte do patrimônio e dos registros foi diluída em reformas bancárias e mudanças administrativas que marcaram a transição da monarquia à república.</p>



<p>A recomendação do MPF reacende, assim, um tema delicado: o destino das economias e propriedades de um segmento que, além de explorado, foi excluído dos direitos econômicos mais básicos.</p>



<p>⚖️ <strong>Reparação histórica ou revisão seletiva da história?</strong></p>



<p>Embora a proposta de investigar eventuais “poupanças esquecidas” seja vista como um gesto de justiça social, há quem alerte para o risco de transformar a reparação em instrumento ideológico.<br>Na prática, o Estado brasileiro, que historicamente <strong>omitiu-se na abolição e depois na integração social dos libertos</strong>, tenta agora, mais de um século depois, corrigir falhas estruturais sem enfrentar as raízes do problema — a desorganização institucional que se seguiu à Proclamação da República.</p>



<p>Sob a Monarquia, a escravidão já caminhava para a extinção gradual, por meio de leis como a do Ventre Livre (1871) e a dos Sexagenários (1885), em conjunto com o fortalecimento das irmandades religiosas e das ações de alforria conduzidas pela sociedade civil.<br>A ruptura republicana, porém, desestruturou muitos desses mecanismos sociais e caritativos, criando um vácuo legal e econômico que perdurou por décadas.</p>



<p>Hoje, ao cobrar explicações da Caixa, o MPF toca — talvez sem perceber — em um ponto sensível da história: o de que <strong>a República nasceu sobre ruínas morais e financeiras deixadas pela abolição incompleta</strong>.</p>



<p>💰 <strong>O desafio da Caixa</strong></p>



<p>Do ponto de vista técnico, o desafio da Caixa será monumental. Documentos de mais de um século, registros de titularidade precária e ausência de certidões de herança tornam o processo quase impossível de rastrear com precisão.<br>Ainda assim, a recomendação tem valor simbólico: reconhece que parte da injustiça brasileira não se limita ao trabalho forçado, mas também à <strong>negação de acesso à riqueza acumulada</strong> por quem sobreviveu à escravidão.</p>



<p>O banco, que já foi símbolo de poupança popular e moralidade financeira no Império, enfrenta agora o dever de revisitar seus arquivos e explicar o que aconteceu com as economias daqueles que, por tanto tempo, não puderam usufruir do fruto de seu trabalho.</p>



<p>🕊️ <strong>Reflexão final</strong></p>



<p>Ao buscar as “poupanças dos escravizados”, o MPF abre uma discussão que transcende o tema bancário. Trata-se, antes, de um convite à memória.<br>Talvez a reparação mais necessária não seja apenas financeira, mas <strong>institucional e moral</strong>: reconhecer que, após 1889, o país perdeu a continuidade administrativa que poderia ter garantido o respeito aos direitos civis e econômicos dos libertos.</p>



<p>Resgatar a verdade histórica — e com ela, a dignidade dos que foram esquecidos — é um dever que ultrapassa governos. É uma lição sobre o valor da memória, da justiça e da responsabilidade de cada geração em honrar a anterior.</p>



<p>📜 <em>Fontes: Ministério Público Federal (RJ), Recomendação nº 19/2025; Framingham Heart Study; registros históricos da Caixa Econômica Federal; legislação imperial e republicana sobre libertação e poupança popular.</em></p>
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		<title>A monarquia republicana: a ilusão do povo e a realidade da elite</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 10:45:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
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										<content:encoded><![CDATA[
<p>Costuma-se dizer que a República nasceu para garantir a soberania do povo, a alternância no poder e o fim dos privilégios hereditários. Na teoria, esse modelo seria o oposto da monarquia. Mas, ao observarmos a política brasileira contemporânea, o que encontramos é uma contradição: um sistema que, embora se proclame republicano, reproduz velhas práticas de concentração de poder. É a chamada <strong>“monarquia republicana”</strong> – uma república que veste a roupagem moderna de um regime, mas conserva vícios de outro.</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Yo-escuta-so.mp3"></audio></figure>



<p><strong>O Palácio de Quatro Anos: a busca pela eternidade</strong></p>



<p>A crítica à monarquia tradicional apontava para o reinado vitalício e a sucessão por sangue. A República, em contrapartida, prometia limites de mandato e renovação constante. Mas a prática mostra outra realidade: políticos transformam sua trajetória em uma carreira sem fim. Reeleições sucessivas, alternância de cargos e herdeiros políticos perpetuam nomes no cenário público, quase como dinastias disfarçadas.</p>



<p>O que muda, em essência, é o ritual. Em vez da herança automática, temos eleições que muitas vezes apenas legitimam figuras já consolidadas, controladas por máquinas partidárias. A promessa de transitoriedade se dilui em carreiras vitalícias sustentadas por estratégias eleitorais.</p>



<p><strong>O Colégio Eleitoral Oculto: quem realmente escolhe?</strong></p>



<p>A ideia central da República é o voto popular. No entanto, a liberdade do eleitor é mais limitada do que parece. Não se trata de uma escolha aberta, mas de uma seleção previamente filtrada pelos partidos políticos.</p>



<p>As cúpulas partidárias funcionam como um <strong>“colégio de cardeais”</strong>, decidindo quem pode ou não disputar o trono republicano. O povo escolhe entre os “ungidos” por essas estruturas, em um processo em que a representatividade real se dissolve em alianças, coligações e financiamentos. A imagem do cidadão comum ascendendo ao poder perde espaço para o jogo interno de interesses.</p>



<p><strong>A Corte Republicana: privilégios que superam coroas</strong></p>



<p>Se havia um sonho de que a República extinguiria os excessos da monarquia, a realidade foi outra. A elite política brasileira ostenta benefícios que fariam inveja a muitas realezas. Salários acima da média nacional, auxílios diversos, aposentadorias especiais e uma máquina de privilégios tornam-se marcas de um sistema distante da vida do cidadão comum.</p>



<p>Para se ter uma dimensão, cada deputado federal custa em torno de <strong>R$ 200 mil mensais</strong> ao contribuinte, somando salários, verbas de gabinete e auxílios. No fim do ano, o valor ultrapassa <strong>R$ 2 milhões por parlamentar</strong>. Se na monarquia os privilégios vinham de berço, na República eles surgem do cargo – mas permanecem igualmente concentrados em poucos.</p>



<p><strong>O retorno do debate monárquico</strong></p>



<p>O desencanto com a República, incapaz de cumprir seus próprios ideais, reacende discussões sobre a monarquia como alternativa. Em um modelo constitucional e parlamentarista, o monarca, por ser hereditário e desvinculado da política partidária, poderia atuar como árbitro neutro e símbolo de unidade. Já o governo, exercido por representantes eleitos, ficaria submetido à renovação periódica e ao controle popular.</p>



<p>Nesse arranjo, o poder pessoal perde espaço, e o foco retorna à estabilidade e ao bem comum. É um paradoxo: a solução para uma República esvaziada pode estar justamente naquilo que ela prometeu substituir.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Conclusão: entre a ilusão e a realidade</h3>



<p>A chamada “monarquia republicana” mostra que o problema não está apenas no rótulo do regime, mas na prática do poder. A República, que deveria ser a expressão da <strong>res publica</strong> – a coisa pública, de todos –, transformou-se em um palco de elites, perpetuação e privilégios.</p>



<p>Revisitar nossas formas de governo talvez não seja nostalgia, mas uma necessidade. Se a República falha em romper com as velhas práticas, pode ser hora de refletir se uma monarquia moderna, limitada pela Constituição e pelo Parlamento, não ofereceria mais equilíbrio, representatividade e justiça social do que a república de fachada que conhecemos hoje.</p>



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		<title>&#8220;Caindo na Real&#8221; comedia milionária para ridicularizar a Monarquia</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Dec 2023 18:06:54 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Realeza]]></category>
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					<description><![CDATA[Quem não entende de história, regimes políticos, democracia, resolve ridicularizar a Monarquia, presente hoje em 90 % dos países mais desenvolvidos do Planeta. O enredo envolve &#8220;uma carismática chapeira que vive em um Brasil do futuro, em meio a uma crise econômica e institucional sem precedentes&#8221; e que recebe &#8220;um...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
<p>Quem não entende de história, regimes políticos, democracia, resolve ridicularizar a Monarquia, presente hoje em 90 % dos países mais desenvolvidos do Planeta.</p>



<p>O enredo envolve &#8220;<em>uma carismática chapeira que vive em um Brasil do futuro, em meio a uma crise econômica e institucional sem precedentes</em>&#8221; e que recebe &#8220;<em>um aviso oficial do governo revelando que (&#8230;) vem de uma linhagem direta da família Real e será nomeada Rainha do Brasil, que voltou a adotar a Monarquia como seu regime político</em>&#8220;.</p>



<p>&#8220;Esta é a premissa da comédia “Caindo na Real”, uma produção da Elo Studios em parceria com o Telecine, <em>Funcine Investimage – TIM e BNDES – </em>que iniciou suas filmagens em novembro deste ano em Brasília e no Rio de Janeiro&#8221; avisa a Redação do <a href="https://www.diariocarioca.com/entretenimento/cultura/cinema/divulgada-primeira-foto-de-belo-e-evelyn-castro-no-filme-caindo-na-real/"><strong>Diário Carioca</strong></a>.</p>



<p>Notem que a TIM e o BNDES patrocinam esta comédia, cujo único objetivo é denegrir o regime Monarquico, lançar a confusão entre aqueles que apoiam esta forma de governo e minar uma possível volta do Brasil á Monarquia.</p>



<p>&#8220;<em>Com direção de André Pellenz (“Minha Mãe é Uma Peça”, “Detetives do Prédio Azul”) e roteiro de Bia Crespo (“Galeria Futuro”, “A Sogra Perfeita”), o filme terá em seu elenco nomes como Evelyn Castro (vivendo sua primeira protagonista em um longa-metragem), Belo, Victor Lamoglia, Maria Clara Gueiros, Cissa Guimarães, Pedro Scooby, Maurício Manfrini e Caito Mainier, entre outros</em>&#8221; afirma a matéria do <a href="https://www.diariocarioca.com/entretenimento/cultura/cinema/divulgada-primeira-foto-de-belo-e-evelyn-castro-no-filme-caindo-na-real/"><strong>Diário Carioca</strong></a>.</p>



<p>&#8220;<em>Nossa ideia é trazer, por meio da comédia, debates importantes como a defesa da democracia e da presença feminina em espaços de liderança – em uma linguagem leve e divertida</em>”, comenta Jatir Eiró, Produtor-Executivo da Elo Studios.</p>



<p>&#8220;Caindo na Real&#8221; demonstra que a Monarquia é um tema que garante público e promete grande bilheteria, pois Reis e Rainhas atraem muito mais que presidentes e presidentas.</p>



<p></p>
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		<title>Implatanção da República: o golpe secreto dos Jacobinos</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 26 Nov 2023 19:28:46 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Império do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Nobreza Européia]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Cláudia Nunes Brasil, 15 de novembro de 1889, caía a Monarquia brasileira. Portugal, 15 de novembro de 1889, nascia o Rei que ia ver cair a Monarquia em Portugal. Os golpes contra a Monarquia A queda da Monarquia em ambos os países não foi levada a cabo pela vontade popular,...]]></description>
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<p><a href="https://mises.org.br/autores/663">Por <strong>Cláudia Nunes</strong></a></p>



<p>Brasil, 15 de novembro de 1889, caía a Monarquia brasileira.</p>



<p>Portugal, 15 de novembro de 1889, nascia o Rei que ia ver cair a Monarquia em Portugal.</p>



<p><strong>Os golpes contra a Monarquia</strong></p>



<p>A queda da Monarquia em ambos os países não foi levada a cabo pela vontade popular, já que os movimentos republicanos eram minoritários. Quem os perpetrou também não parecia querer uma mudança de regime por idealizar uma sociedade com cidadãos mais livres sob o regime republicano.</p>



<p>No Brasil, existia uma enorme frustração de alguns setores com a abolição da escravatura e por parte de militares que desejavam maior participação nas decisões políticas. O Marechal Deodoro da Fonseca, amigo de Dom Pedro II e monárquico, viria a ser o primeiro Presidente da República. A conveniência momentânea (a famosa preferência temporal curta), assim o ditou.</p>



<p>Do lado português, o golpe da implantação da República vinha sendo preparado pela organização secreta “Carbonária”, cujo principal objetivo coletivo era precisamente a extinção da família real para que o poder pudesse então ser distribuído para novas mãos.</p>



<p>Num crime de sangue que vitimou o Rei e o seu filho mais velho, metade do trabalho ficou concluído a 8 de fevereiro de 1908, no Terreiro do Paço.</p>



<p>O jovem Rei, Dom Manuel II, subia ao trono com apenas 18 anos, com pouca preparação para as funções que nunca se esperaria que fossem dele. Apesar do tumulto pessoal, tentou ser um apaziguador. Sob a guarda real apática e numa sucessão de tropelias dignas de Hollywood, o Rei acabou por ficar em exilio forçado em Inglaterra.</p>



<p>O Rei de Portugal foi retirado pela porta pequena, como criminoso, tal como a princesa Isabel e o seu pai Dom Pedro II no Brasil, que não queriam deixar a pátria e não tinham liberdade de nela residir como cidadãos quaisquer.</p>



<p><strong>A fenômeno da República</strong></p>



<p>Chama-se República este fenômeno moderno e cosmopolita, com ares de revolução francesa, inspirado pelos jacobinos dizeres de “liberdade, igualdade, fraternidade”.</p>



<p>No entanto, era impopular, por exemplo, na zona rural. A zona rural portuguesa viu os seus direitos de voto retirados após o golpe. Como dizia o primeiro-ministro português Afonso Costa: “indivíduos que nunca saíram da sua terra e não têm ideias claras sobre nada nem ninguém não devem ter direito ao voto” (1913).</p>



<p>A bandeira da Carbonária era descaradamente apresentada como a nova bandeira republicana. Um sinal claro do que estava em causa: o interesse pessoal de um conjunto de indivíduos que se iam sucedendo a um ritmo cada vez mais frenético, em instabilidade, até o novo regime culminar na ditadura militar e, mais tarde, no Estado Novo.</p>



<p>A queda da Monarquia foi um fator determinante para a perda de liberdade em Portugal: desde se terem retirado direitos de voto, de forma a plantar uma nova opinião popular sobre o regime, foi também causa de guerras entre portugueses e culmina num regime ditatorial por quase 50 anos.</p>



<p>Na Democracia, a nova Constituição tinha, no entanto, dois aspectos claros: Portugal deveria ter uma forma de regime republicana e deve caminhar para uma sociedade socialista. Desta forma, o regime republicano nunca foi validado nas urnas. Foi imposto. Tal como o socialismo.</p>



<p>No Brasil, as iniciativas monárquicas foram castradas por várias gerações, de forma a manter essa ideia longe do pensamento dos brasileiros. Apesar da República ter sido validada no Plebiscito de 1993, o resultado demonstrou esse afastamento imposto pela República. Ao dia de hoje, por exemplo, a página “Pró-Monarquia” no Twitter está censurada e é inacessível ao público brasileiro.</p>



<p><strong>A República é falha</strong></p>



<p>É necessário cautela quanto à detenção de poder e é por isso que a República falha: porque o chefe de Estado será quase sempre um homem dos partidos. Para a progressão interna num partido é necessário frequentemente ser imoral e abdicar de valores basilares. Os piores tendem a chegar ao poder.</p>



<p>Desta forma, o chefe de Estado na República será sempre alguém que soube jogar bem dentro de um partido de acordo com as suas conveniências. Por que haveria de ser diferente à frente de um país? O mandato é limitado, e, sendo este o maior argumento a favor da República, devo refutá-lo: o problema da República é o mandato ser curto e a instituição ser politizada. A Monarquia Constitucional com poderes bem definidos vincula o chefe de Estado à responsabilidade das suas ações por várias gerações.</p>



<p>Quando perguntaram a Dom Pedro II e a Dom Manuel II se deveriam as tropas tentar fazer um contra golpe, ambos recusaram: “jamais derramaria sangue do meu povo”. A mesma resposta.</p>



<p>Quanto sangue a república nos fez derramar? Quanto atraso, para que a ambição de poder repartido pudesse avançar? A História e o tempo são impiedosos no seu julgamento.</p>



<p>Sobre a autora <strong>Cláudia Nunes</strong></p>



<p>Coordenadora do LOLA (Ladies of Liberty Alliance) Portugal</p>
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		<title>Bolsonaro tem razão: Brasil não aguenta mais um lockdown</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 28 Nov 2021 17:44:27 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
		<category><![CDATA[Covid-19]]></category>
		<category><![CDATA[Dinamarca]]></category>
		<category><![CDATA[Jair Bolsonaro]]></category>
		<category><![CDATA[Lockdown]]></category>
		<category><![CDATA[Monarquia X República]]></category>
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					<description><![CDATA[O presidente Jair Bolsonaro fez declaração recentemente afirmando que o Brasil &#8220;não aguenta mais um lockdown&#8220;. Todos conhecemos as consequências de um fechamento compulsório de tudo e de todos neste momento de extrema pobreza em que passa o país! A 132 anos do golpe militar que derrubou o governo mais...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>O presidente Jair Bolsonaro fez declaração recentemente afirmando que o Brasil &#8220;<em><strong>não aguenta mais um lockdown</strong></em>&#8220;.</p>
<p>Todos conhecemos <strong>as consequências de um fechamento compulsório</strong> de tudo e de todos neste momento de extrema pobreza em que passa o país!</p>
<p>A 132 anos do golpe militar que derrubou o governo mais estável e próspero que o Brasil já teve, a declaração de Bolsonaro serve como um atestado da ineficácia da república em terras brasileiras.</p>
<p>Hoje, os <strong>países mais bem sucedidos são monarquias</strong> que tem <strong>enfrentado o Covid-19 com inteligência e capacidade de minimizar os efeitos colaterais da pandemia</strong>.</p>
<p>O <strong>Brasil, sendo um país pobre, sobrecarregado de impostos, cuja renda é destinada, em sua maioria, para sustentar a máquina governamental republicana, olha o lockdown com medo e desespero!</strong></p>
<p>Cansado de pagar a<strong> farra republicana</strong>, o <strong>brasileiro prefere enfrentar o perigo de novos contágios, a não ter o que levar para seus filhos comer em casa</strong>, enquanto <strong>políticos</strong>, muitos dos quais pouco fazem pelo país, <strong>recebem auxílios para moradia, para terno, para alimentação, para deslocamento, sem contar as milionárias diárias que são quase um salário extra</strong> para custear pouco serviço prestado à nação.</p>
<p><strong>Tomemos o exemplo de uma monarquia atual</strong>, a dinamarquesa. Quem assiste a série da Netflix Borgen pode ter uma ideia de como funciona aquela monarquia. A série se dedica aos bastidores da política local, sucessão de partidos e a eleição de um Primeiro Ministro. Sem que seja dito uma palavra, pois não é o objetivo da série, é notório que o uso do dinheiro público pela administração é muito controlada. Usa-se muito a bicicleta e taxis para deslocamentos. Apenas, quando escolhido pelos partidos, o Primeiro Ministro tem direito ao uso de um automóvel do Estado. No restante do mandato, se o político não tem carro próprio, vai a pé, de bicicleta ou taxi. É preciso lembrar também que o governo não paga a gasolina de seus deputados eleitos pelo povo.</p>
<p><strong>Um pequeno exemplo que representa uma enorme economia para o país.</strong></p>
<p>Um <strong>lockdown na Dinamarca, não</strong> apenas não <strong>assusta</strong>, mas <strong>é encarado como um novo desafio a ser enfrentado</strong>.</p>
<p><strong>Já no Brasil&#8230;</strong> o primeiro a lamentar é quem tem <strong>acesso a todo o dinheiro do país&#8230; gasta onde quer e não precisa fazer economia na sua mesa</strong>.</p>
<p>A <strong>república não quer um povo forte, rico, livre!</strong> Para sua manutenção no poder, o povo na republica tem que ser fraco, pobre e preso a políticas governamentais de auxílios e outras ajudas. &#8220;<em><strong>Evidente</strong></em>, pensa o político brasileiro, <em><strong>qual é o miserável que irá cuspir na mão que lhe dá o que comer?</strong></em>&#8221;</p>
<p>Enquanto isso, <em><strong>o país segue pobre e quem arrisca investir no Brasil é coberto de impostos e taxas</strong></em> (se não pagar propinas, evidentemente) tornando a nação alvo fácil para investidores chineses e de outras nações, com dinheiro estatal, ir comprando pouco a pouco todo o país.</p>
<p><em><strong>Se o Bolsonaro se assusta e tem medo do lockdown, mais ainda o brasileiro assusta-se com essa possibilidade e reza para que isso não aconteça.</strong></em></p>
<p>&nbsp;</p>
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		<title>O massacre de ex-escravos no Maranhão que protestavam contra a República gritando: Viva a Princesa Isabel!</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 20 Nov 2021 10:55:06 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
		<category><![CDATA[Lei Áurea]]></category>
		<category><![CDATA[Massacre no Maranhão]]></category>
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					<description><![CDATA[Pouco conhecido, episódio ocorrido no Maranhão em 1889 e chamado de &#8220;massacre de 17 de novembro&#8221; foi motivado pelo receio de que o fim da monarquia e o novo regime republicano significariam a volta da escravidão. Era ainda bastante precária a comunicação naquele novembro de 1889. Tanto que as notícias...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Pouco conhecido, episódio ocorrido no Maranhão em 1889 e chamado de &#8220;<strong>massacre de 17 de novembro</strong>&#8221; foi motivado pelo receio de que o fim da monarquia e o novo regime republicano significariam a volta da escravidão. Era ainda bastante precária a comunicação naquele novembro de 1889. Tanto que as notícias de que o Brasil deixava de ser uma monarquia e passava a ser uma república chegaram a São Luís, no Maranhão, apenas na edição de 17 de novembro de 1889 do jornal republicano O Globo — dois dias depois do fato ocorrido no Rio, então capital do país.</p>
<p>Apesar dessa lentidão no fluxo de informações, há algo em comum com os dias atuais: boatos infundados rivalizavam com as notícias verdadeiras e, por vezes, meios de comunicação e jornalistas eram os alvos da ira.</p>
<p>Foi nesse contexto que <strong>uma pouco conhecida rebelião ocorreu</strong>: entre 2 mil e 3 mil negros, chamados pela imprensa da época de &#8220;<strong>libertos</strong>&#8220;, &#8220;<strong>ex-escravos</strong>&#8221; e &#8220;<strong>cidadãos de 13 de maio</strong>&#8221; — em alusão à data da <strong>Lei Áurea</strong>, proclamada no ano anterior — foram até a praça em frente à sede do jornal, um veículo republicano.</p>
<p>Era um protesto contra a República recém-proclamada e pela volta da monarquia extinta. Mas o que esses militantes queriam, na verdade, era garantir seus direitos. Estavam movidos por uma fake news: a de que o novo regime os &#8220;reescravizaria&#8221;. Na lógica do boato, a explicação estava em dois pontos: fora a monarquia que havia decretado a lei libertadora; e a República tinha na sua base a elite ruralista, ou seja, justamente os escravocratas.</p>
<p><strong>&#8220;Soldados atiraram para matar&#8221;</strong></p>
<p>Armados com fuzis, 12 soldados foram destacados para proteger a praça, o jornal, a cidade. E não pestanejaram: dispararam contra a multidão. Oficialmente, foram quatro mortos e dezenas de feridos. Mas historiadores acreditam que o número possa ser ainda maior.</p>
<p>&#8220;<strong>O massacre de 17 de novembro foi o desfecho violento de um grande protesto de gente negra contra as notícias da proclamação da República</strong>&#8220;, explica o sociólogo Matheus Gato, professor na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e autor de O Massacre dos Libertos: Sobre Raça e República no Brasil.</p>
<p>&#8220;<strong>Essas pessoas imaginaram que a mudança de regime podia levar a retrocessos no tocante ao direito de liberdade que muitas delas haviam conquistado pouco tempo antes</strong>&#8220;, acrescenta.</p>
<p>Contribuiu para a confusão o ambiente de profunda desorganização institucional. Conforme conta Gato, as notícias da proclamação no Maranhão foram, naquele momento, veiculadas apenas pelo jornal O Globo — nenhuma instituição oficial havia se posicionado a respeito.</p>
<p>Em artigo publicado no livro História do Maranhão: Novos Estudos, o historiador Luiz Alberto Ferreira afirma que foram mais de 400 os feridos, muito deles com gravidade. E argumenta que <strong>os soldados atiraram &#8220;para matar&#8221;</strong>, considerando que relatórios da Santa Casa, feitos na época, indicam que muitos &#8220;<em><strong>foram alvejados na parte superior do corpo</strong></em>&#8220;.</p>
<p>O historiador chama o acontecimento de fuzilamento e de massacre.</p>
<p>Assassinato de memórias</p>
<p>A despeito do número relativamente pequeno de mortos, o sociólogo Gato concorda com a definição de massacre porque, além da intenção de matar, a ideia de massacre não seria apenas baseada na &#8220;<strong>quantidade de vítimas</strong>&#8220;, mas também da maneira como <strong>as memórias são assassinadas</strong>.</p>
<p>No caso do episódio, eram homens que estavam dispostos a dar suas vidas pelo medo de serem escravos novamente. A ideia de massacre, para o sociólogo, resume então &#8220;<strong>todo o conjunto de violências e humilhações</strong>&#8220;, a base da &#8220;<strong>formação do racismo estrutural brasileiro</strong>&#8220;.</p>
<p>Outra evidência encontrada nas pesquisas realizadas por Gato diz respeito ao alto número de amputações realizadas dentre os alvejados que foram atendidos no hospital logo após o incidente. Também se somam aos relatos casos de tortura contra aqueles que acabaram detidos por incitarem a confusão.</p>
<p>O historiador Philippe Arthur dos Reis, pesquisador vinculado a Universidade de Estrasburgo, na França, avalia que o episódio tem esse potencial para romper o lugar-comum de que o episódio da proclamação da República foi assistido passivamente pela população brasileira.</p>
<p>&#8220;<em><strong>Tem uma importância crucial no entendimento da formação da sociedade moderna por evidenciar esses conflitos em torno da questão política e da disputa de diferentes agentes desse processo político</strong></em>&#8220;, diz Reis. &#8220;<em><strong>Revela muito sobre nossa formação enquanto país e as disparidades existentes entre as regiões, dado que não foi unânime a nossa proclamação da República.</strong></em>&#8221;</p>
<p>Na opinião dele, na análise do episódio não está em discussão &#8220;<em><strong>simplesmente a defesa da monarquia ou da república</strong></em>&#8220;, mas principalmente a participação popular.</p>
<p><strong>Apagamento histórico</strong></p>
<p>Gato explica que o episódio do massacre de 17 de novembro é pouco conhecido da historiografia porque &#8220;<em><strong>houve uma tentativa de banalizar e silenciar o lugar desses revoltosos no período de mudança de regime político</strong></em>&#8220;.</p>
<p>Ele mesmo conta que se deparou com os relatos pela primeira vez em obras de ficção, como em textos do escritor maranhense Raul Astolfo Marques (1876-1918).</p>
<p>Instigado pelas narrativas, decidiu buscar o contraponto nos jornais da época. &#8220;<em><strong>Eu pensei que [essas histórias] se tratassem de ficção. Mas, para minha surpresa, descobri que, sim, o episódio havia mesmo acontecido.</strong></em>&#8221;</p>
<p>&nbsp;</p>
</div>
<div class="article__content--credit"><span class="article__content--credit__source"><a title="Deutsche Welle" href="https://www.dw.com/pt-br/not%C3%ADcias/s-7111" target="_blank" rel="noopener"><img decoding="async" src="https://p2.trrsf.com/image/fget/sc/80/30/images.terra.com/2012/05/02/dw-brasil20120502090707.jpg" alt="Deutsche Welle" width="80" height="30" /></a></span><span class="article__content--credit__source-text ">A Deutsche Welle é a emissora internacional da Alemanha e produz jornalismo independente em 30 idiomas.</span></div>
<div>
<p><strong>Pessoas mortas no Massacre de 17 de Novembro</strong></p>
<p><img fetchpriority="high" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2184" src="http://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Matheus-Gato_pessoas-mortas.jpg" alt="" width="1299" height="787" srcset="https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Matheus-Gato_pessoas-mortas.jpg 1299w, https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Matheus-Gato_pessoas-mortas-300x182.jpg 300w, https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Matheus-Gato_pessoas-mortas-1024x620.jpg 1024w, https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Matheus-Gato_pessoas-mortas-768x465.jpg 768w" sizes="(max-width: 1299px) 100vw, 1299px" /></p>
<p><strong>Fonte:</strong> José Thomaz da Porciuncula, <em>Relatório com que o Exmo Im. Dr. Thomaz da Porciuncula passou à Administração do Estado em 7 de Julho de 1890</em>, 1890, p. 6.</p>
<p><strong> </strong></p>
<p><strong>Pessoas feridas no Massacre de 17 de Novembro</strong></p>
<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-2183" src="http://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Matheus-Gato_pessoas-feridas.jpg" alt="" width="1422" height="1035" srcset="https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Matheus-Gato_pessoas-feridas.jpg 1422w, https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Matheus-Gato_pessoas-feridas-300x218.jpg 300w, https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Matheus-Gato_pessoas-feridas-1024x745.jpg 1024w, https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2021/11/Matheus-Gato_pessoas-feridas-768x559.jpg 768w" sizes="auto, (max-width: 1422px) 100vw, 1422px" /></p>
<p><strong>Fonte:</strong> José Thomaz da Porciúncula, <em>Relatório com que o Exmo Im. Dr. Thomaz da Porciúncula passou à Administração do Estado em 7 de Julho de 1890</em>, 1890, p. 7.</p>
<blockquote><p>Daí a pouco ouviu-se o estrondo dos primeiros tiros.<br />
(…). Os negros se imobilizaram, comprimidos na rua dos Barbeiros, como se fossem retroceder. Uma parte deles chegou a refluir para o Largo do Carmo, num esboço de correria pânica. Silêncio. E depois um grito que se repetiu: – É pólvora seca!</p>
<p>Logo a multidão volveu à boca da rua, mais impetuosa, mais aguerrida, como incitada pelo fiasco da represália. Por cima das cabeças só se viam os cacetes e as barras de<br />
ferro. Na claridade dos lampiões reluziam as lâminas das facas, das navalhas e dos punhais. E de vez em quando, por cima do marulho da multidão enfurecida, o coro de vozes se repetia: – Viva a princesa Isabel!</p>
<p>De novo estrondaram os tiros, e desta vez as cargas se repetiam, cerradas, umas atrás das outras. Agora não eram tiros a esmo para intimidar o povo, eram cargas de balas<br />
sobre os negros, matando uns, ferindo outros, e obrigando a multidão retroceder, ladeira acima no sentido do Largo do Carmo, ladeira abaixo no sentido da Praia Grande. Era o salve-se quem puder no atropelo da debandada. E de mistura da fuga dos pretos, que iam largando pelo caminho as suas armas, começaram a soprar os ventos gerais, sibilando, zinindo, assobiando, como a vaiar e a perseguir os fugitivos, que se dispersaram pelas ruas.</p>
<p>Damião deu por si ao pé da ladeira da Palma, junto a um negro ensanguentado. Com um lenço procura conter-lhe a hemorragia: – Vai passar, vai passar – tornava a dizer-lhe, tentando animá-lo, mas sentia que a vida do outro se esvaía no sangue que não parava.</p>
<p>Adiante, na mesma calçada, havia dois mortos. Dois outros pouco além, na calçada fronteira. Outros mais, no meio da rua. E feridos por toda a parte, gemendo, gritando, pedindo que os socorressem, alguns a se arrastarem nas pedras do calçamento, com as forças que lhes restavam.</p>
<p>Trecho do livro Os Tambores de São Luiz – Josué Montello</p></blockquote>
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		<title>CRISE TERMINAL DA REPÚBLICA?  </title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 31 May 2020 11:13:01 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
		<category><![CDATA[A Republica dá sinais de fracasso?]]></category>
		<category><![CDATA[O sistema político brasileiro está falido?]]></category>
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					<description><![CDATA[Por Gastão Reis Rodrigues Pereira Na famosa peça Hamlet, de Shakespeare, uma frase se tornou muito citada mundo afora: “Há algo de podre no Reino da Dinamarca”. A Dinamarca hoje vai bem obrigada. E é bem mais res publicana do que o Brasil no trato e respeito à coisa pública....]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><strong>Por Gastão Reis Rodrigues Pereira</strong></p>
<p>Na famosa peça Hamlet, de Shakespeare, uma frase se tornou muito citada mundo afora: “Há algo de podre no Reino da Dinamarca”. A Dinamarca hoje vai bem obrigada. E é bem mais res publicana do que o Brasil no trato e respeito à coisa pública. Infelizmente, o debate por aqui ainda não se deu conta de que uma monarquia pode ser mais res publicana do que uma república strictu sensu. No Patropi, ela exala mau cheiro. O saldo de 130 anos desta malfadada república, quase o dobro do tempo que durou o Império, foi exatamente o seguinte: corrupção sistêmica, políticos que não nos representam e desigualdade sócio-econômica quase campeã mundial.</p>
<p>E qual teria sido o saldo do Império ao findar em 1889? Certamente, não havia corrupção sistêmica. Numa entrevista, o historiador Marco Villa negou, com convicção, que fosse tudo igual a hoje. Segundo ele, houve dois casos de corrupção exemplarmente punidos. Quanto à representatividade e seriedade dos políticos, cabe lembrar o veredito de Ruy Barbosa, em 1915, de que o Parlamento do Império era uma escola de Estadistas e que o Congresso da república era um balcão de negócios. (E assim continua!) Ainda que a lisura das eleições à época deixasse a desejar, havia a possibilidade constitucional de dissolução da Câmara com convocação imediata de novas eleições, o que certamente refreava em muito os instintos predadores dos maus políticos.</p>
<p>Quanto à desigualdade, os tempos do Império foram a única vez em que se levou a sério em nossa história a luta pela sua redução significativa ao longo de décadas. De fato, não é coisa que se resolva da noite para o dia. Além de muitas alforrias, a Lei do Ventre Livre, de 1871, teve impactos positivos ao criar um Fundo para compra de alforrias e ainda dava aos escravos o direito de abrir contas de poupança na Caixa, que lhes permitiram comprar inclusive suas alforrias. Houve, dessa forma, uma redução do número de escravos de 1,5 milhão, em 1872, para 700 mil, em 1887, menos de um ano antes da Lei Áurea. E foi assim que se pôs fim ao trabalho não remunerado no País. Este período deu um grande salto em direção à maior igualdade entre brasileiros.</p>
<p>Mas a ficha suja da república vem desde seu início. Ou melhor, antes dele. Um dos fundadores, em 1870, e depois presidente do Partido Republicano Paulista, Francisco Glycerio, não poderia ter sido mais explícito: “Nosso objetivo é fundar a república, não libertar os escravos”. Na verdade, lutava por manter a desigualdade. A essa visão se somou depois a doutrina do embran-quecimento acobertado pela defesa da eugenia e o descaso (até hoje!) pela escola pública de qualidade, fator decisivo na luta pela igualdade a longo prazo.</p>
<p>E como estão as instituições ditas republicanas nos dias de hoje? Nada bem.  Quando um ministro do STF diz, diante das câmeras de TV, que um de seus colegas era motivo de vergonha para aquela Corte, ele confirma o sentimento popular negativo em relação ao STF. No estado do Rio de Janeiro, o Tribunal de Contas teve seis de seus sete membros presos por corrupção. Isso diz muito sobre os problemas de corrupção no Judiciário denunciados pela população.</p>
<p>Quanto ao poder executivo federal, ele vem sendo motivo de sistemática desilusão para a população. Desde 1985, tivemos presidentes em que a luta contra a corrupção era a grande bandeira. Collor, contra os marajás, que deu em impeachment; depois Lula, na denúncia das maracutaias, acabou tornando a corrupção sistêmica com o mensalão e o petrolão. Pior: os companheiros enfiaram a mão até em fundos de pensão dos trabalhadores!  O próprio Bolsonaro, também contra a corrupção, agora enredado com o centrão de triste fama para se blindar contra um possível impedimento, e às voltas com problemas de desvio de dinheiro público envolvendo um de seus filhos.</p>
<p>O quadro é assustador. O senador Tasso Jereissati teve a coragem de afirmar que o sistema político brasileiro está falido. Poderia ter acrescentado, e corrompido ao extremo nos três níveis de governo, como se constatou, mais uma vez, com as verbas destinadas a combater o coronavírus nos municípios e nos estados, inclusive agora, novamente, no estado do Rio de Janeiro.</p>
<p>Regimes políticos bem sucedidos têm como base um arcabouço político-institucional ancorado em indicadores como liberdade de imprensa; educação pública de qualidade; moeda estável; voto distrital puro; recall; normalmente sistema parlamentarista; corrupção sob controle; partidos políticos fiéis a seus programas; orçamento impositivo; e confiança popular como pilar das instituições. Nossa malfadada república, ainda hoje, não satisfaz sequer 20% destes doze indicadores de qualidade político-institucional. O Império, a seu tempo, já satisfazia mais de 80% dos mesmos. Ficam cristalinas as razões, desde seu início, da incapacidade congênita da república em dar certo. Além deles, há que se levar em conta as tradições e cultura de cada povo.</p>
<p>O Brasil foi, durante quase quatro séculos, uma monarquia, ao passo que a república tem pouco mais de um século. As tradições e a cultura nacionais apontam na direção da monarquia parlamentar. Um monarca constitucional reúne quatro virtudes que um chefe de Estado republicano jamais terá: não depende de partidos políticos; a posição que vai ocupar não deverá favores a grupos econômicos; tem visão de longo prazo inerente; e seu interesse pessoal se confunde com o interesse público.</p>
<p>E ainda teremos um chefe do executivo, o Primeiro-Ministro, prestando contas semanais de seus atos ao Parlamento e ao Chefe de Estado, o monarca, a quem não pode sonegar informação alguma. E os parlamentares (vereadores, deputados estaduais e federais) prestando contas mensais de seus atos em seus distritos eleitorais, podendo ser substituídos em eleição convocada apenas no distrito eleitoral insatisfeito.</p>
<p>Indagado sobre a possibilidade de uma intervenção militar, o Gal. Heleno foi incisivo: “Não resolve nada!” Daria um bom epitáfio para a república.</p>
<p>Autor: Gastão Reis Rodrigues Pereira</p>
<p>Empresário e economista</p>
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		<title>REPÚBLICA, 130 ANOS DEPOIS&#8230;   </title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 10 Nov 2019 10:55:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Império do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[Libertação dos Escravos]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Proclamação da República]]></category>
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					<description><![CDATA[Por GASTÃO REIS no site: Diário de Petrópolis É sintomático o ambiente de brancas nuvens em que se passa o 15 de novembro. Parece mesmo, ao revés, uma descomemoração. É um dia em que se pensa em tudo para fazer no feriado, menos na suposta proclamação da república. Mas neste ano...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p><img loading="lazy" decoding="async" class="_img-fluid foto-colunista-integra alignleft" src="https://diariodepetropolis.com.br/Conteudo/Dados_DRPTR14/acervo/3/201710/fotos/0440_x_0220_20171026042327_0OF8D.jpg" alt="" width="172" height="86" longdesc="https://www.diariodepetropolis.com.br/integra/19353;14091" /> Por GASTÃO REIS no site: <a href="https://www.diariodepetropolis.com.br/integra/gastao-reis-173500" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Diário de Petrópolis</a></p>
<p>É sintomático o ambiente de brancas nuvens em que se passa o 15 de novembro. Parece mesmo, ao revés, uma descomemoração. É um dia em que se pensa em tudo para fazer no feriado, menos na suposta proclamação da república. Mas neste ano de 2019 se completou o que se chama uma data redonda – 130 anos. Merecem registro duas inciativas, digamos, institucionais, sobre a república, mas que não partiram do povo: a do jornal O Estado de São Paulo e o lançamento de um livro.</p>
<p>O que salta aos olhos em ambos os casos é o tom de pedido de desculpas pelo que a república não foi capaz de realizar.  O parágrafo de abertura do editorial do Estadão, de 20 de outubro passado, diz tudo: “Ainda há muito que fazer, a exigir, a retificar, a aperfeiçoar para que se possa aplicar ao Brasil, com inteireza, o qualificativo de republicano.”. O livro, organizado por intelectuais de peso, Edmar Bacha, José Murilo de Carvalho, Joaquim Falcão, Marcelo Trindade, Pedro Malan e Simon Schwartzman, acaba se traindo no próprio título – 130 anos: Em busca da República.</p>
<p>O Estadão, lançando mão de ferramentas de última geração em matéria de comunicação, tuítes e hashtags, resolveu fazer uma ampla pesquisa na Biblioteca Nacional e nos seus próprios arquivos, que datam de 1875, quando foi fundado o jornal, o então A Província de São Paulo. A proposta é reproduzir os comentários de personagens históricos sobre o nascimento e a dita evolução da república brasileira. Para o Estadão, a república (merece o “r” minúsculo&#8230;) se caracteriza por dois pilares: a igualdade de todos perante a lei e o fato de ser o regime da lei, que garantiria o primeiro.</p>
<p>Entretanto, rigorosamente falando, república vem do latim, res publica, e significa coisa pública, interesse público, ou ainda, bem comum. Exatamente, o que a nossa desastrada experiência republicana não levou a sério até hoje. A prova contundente é o fato de o Brasil ocupar um desonroso primeiro lugar internacional em matéria de desigualdade social. Nada surpreendente face à declaração na época de Francisco Glicério, fundador, em 1872, e presidente do Partido Republicano Paulista: “Nosso objetivo é fundar a república, não libertar os escravos.” Ou seja, a luta contra a desigualdade não era prioridade. Compare-se a isto, a luta de Dom Pedro II e da Princesa Isabel, pela igualdade civil ao longo do século XIX a ponto de 95% da população de origem africana já não ser mais escrava quando Lei Áurea foi assinada em 13 de maio de 1888.</p>
<p>Pior: a proposta do último gabinete do Império de assentar os libertos ao longo da malha ferroviária, uma das maiores do mundo na época, para disporem de um pedaço de terra e renda para se sustentarem foi arquivada, de saída, pela república. Não satisfeita, boa parte de intelectualidade civil e militares se encantou com o positivismo e a doutrina do embranquecimento (!) do Brasil para que se tornasse uma nação próspera e civilizada. Preconceito!</p>
<p>Quanto ao livro, na Introdução: Uma perspectiva geral, feita por Pedro Malan, ele reproduz uma definição do que seria um regime democrático, ressaltando a diversidade; a legitimidade dos conflitos de razão e de interesse; a absoluta liberdade de opinião; o ideal da tolerância e da não violência, onde seria possível nos livrar de um mau governo sem derramamento de sangue; e resolução dos conflitos pelo livre debate das ideias e pela mudança de mentalidades. Cá para nós, caro leitor, isso tem a cara explícita do que ocorreu sob o Segundo Reinado com Dom Pedro II?</p>
<p>Para o regime ser também republicano, Malan acrescenta a necessidade do monitoramento dos poderes da república, apelando para o dever cívico de cada um. Ele só se esqueceu de mencionar que é difícil pregar um prego sem martelo: o voto distrital puro, que nos foi negado pela república até hoje. Há, de fato, sólidas razões para o 15 de novembro passar em brancas nuvens.</p>
<p>Autor: <strong>Gastão Reis Rodrigues Pereira</strong></p>
<p><em><strong>Empresário e economista</strong></em>                                                     .</p>
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		<title>I Encontro Monárquico do ABC</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 19 Jul 2019 11:37:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação Monárquica]]></category>
		<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Bertrand]]></category>
		<category><![CDATA[História]]></category>
		<category><![CDATA[Império do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Realeza]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
		<category><![CDATA[Carta Capital]]></category>
		<category><![CDATA[Encontro Monárquico ABC]]></category>
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					<description><![CDATA[A revista online de esquerda Carta Capital, apresentou um dos melhores resumos desta noite, marcada por grandes esperanças.  Com a palavra Alexandre Putti. POLÍTICA ‘Deus é brasileiro e vai nos ajudar com a volta da monarquia’, diz príncipe ALEXANDRE PUTTI  &#8211; 18 DE JULHO DE 2019 Em evento no ABC de...]]></description>
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<div><em><strong>A revista online de esquerda <a href="https://www.cartacapital.com.br/politica/deus-e-brasileiro-e-vai-nos-ajudar-com-a-volta-da-monarquia-diz-principe/" target="_blank" rel="noopener noreferrer">Carta Capital</a>, apresentou um dos melhores resumos desta noite, marcada por grandes esperanças.  Com a palavra Alexandre Putti.</strong></em></div>
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<h3 class="eltdf-title-text">‘Deus é brasileiro e vai nos ajudar com a volta da monarquia’, diz príncipe</h3>
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<div id="google_ads_iframe_/14147850/D_interna_top_0__container__">Em evento no ABC de Lula, o herdeiro do trono imperial brasileiro, Dom Bertrand, defende leis baseadas na Bíblia</div>
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<p>O ABC paulista, local que foi palco das lutas sindicalistas e com presença marcante do Partido dos Trabalhadores, recebeu o primeiro encontro dos monárquicos brasileiros da região. Na noite desta quarta-feira 17, no Teatro Municipal de Santo André, os defensores da volta da família real ao poder se reuniram para discutir o cenário político atual e as características do regime que deixou de existir no país há 130 anos.</p></div>
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<div id="teads0" class="teads-player">A noite era de gala, afinal, contaria com a presença do líder do movimento que pede a volta da monarquia no Brasil, o herdeiro do trono real Dom Bertrand Maria José de Orleans e Bragança. O detentor do título de príncipe tem 78 anos, é advogado e autor do livro “Psicose Ambientalista”, que faz duras críticas aos defensores do meio ambiente. Livro esse que foi utilizado como argumento por Bolsonaro ao criticar países europeus que pressionaram o Brasil na defesa da Amazônia.</div>
</div>
</div>
<p>O representante da realeza conseguiu reunir muitos defensores do regime. No saguão da entrada do teatro, pessoas vestidas com ternos e usando broches do brasão da monarquia esperavam para entrar. Junto delas estavam alguns militares do Exército vestidos com a farda camuflada. O primeiro da fila era Arthur. Diferente da maioria, ele não vestia terno nem carregava o brasão, escolheu apenas uma jaqueta marrom e uma calça jeans para ir ao evento.</p>
<p>Foi a primeira vez que o programador de computadores compareceu a uma reunião que discute monarquia, mas há mais de cinco anos o paulista estuda sobre o assunto. “Defendo a monarquia, pois acredito que só assim conseguiríamos colocar ordem no País”, disse.</p>
<p>Arthur mora em Mauá e foi até Santo André para ver seus ídolos discursarem. Ele, que votou em Bolsonaro nos dois turnos, disse que se pudesse daria seu voto para alguém mais parecido com a ex-ministra do Reino Unido Margaret Thatcher. Mas o ex-capitão foi a opção que sobrou. “Acho que Bolsonaro segue mais a linha progressista inglesa. Sou contra. Lá a ideologia de gênero é mais aceita, precisamos barrar isso aqui”, disse ele.</p>
<p>Já sobre a República, Arthur é categórico: “Sou contra. Tivemos golpes atrás de golpes. Não dá certo”, explicou. Mas quando perguntado sobre a ditadura, ele gaguejou. “É, realmente era uma ameaça comunista no Brasil. É complicado.”</p>
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<div>
<div id="sc_ava_companion" class="sc_intxt_hided">Enquanto justificava sua posição política, Arthur chegou a dizer que a emissora de televisão Globo transmite, através de suas novelas, a ideologia de esquerda. Isso, segundo ele, era um plano para doutrinar a população e abrir caminho para que algum partido político conseguisse colocar o comunismo em prática no Brasil. “Eu leio muito. Essa teoria da Globo é de Flávio Gordon”, justificou.</div>
</div>
</div>
<p>Entrada liberada. Nesse momento a fila dava voltas no saguão. Segundo os organizadores, 200 pessoas estavam presentes. Desse total, apenas dois homens eram negros. Mulheres estavam em grande quantidade, mas ainda assim eram minoria. Do total, 20% do público era feminino. E por mais que tivesse muitos jovens presentes, a maioria dos defensores da monarquia naquele ambiente eram pessoas mais velhas.</p>
<p>Arthur sentou na terceira fileira. Atrás dele um grupo de jovens católicos aguardava ansiosamente o começo da palestra segurando a bandeira da monarquia brasileira. Os meninos de terno e gravata. As meninas de saia e terninho. Todos os seis com o brasão real na roupa e uma correntinha de Nossa Senhora pendurada no pescoço. Talvez, por serem os mais jovens, foram os mais animados da apresentação.</p>
<p>O animador do evento pede que todos se levantem para receber e reverenciar Dom Bertrand, que foi recepcionado com aplausos calorosos, dignos de um príncipe.</p>
<p>Antes de iniciarem o debate, o mestre de cerimônia anuncia o hino nacional do império do Brazil. Sim, com Z. Na entrada do evento foi entregue um folheto para os participantes acompanharem a letra da música. O que não foi necessário, pois quase todos os presentes sabiam o hino de cor. “Brava gente brasileira, longe vá, temor servil. Ou ficar a pátria livre, ou morrer pelo Brasil”, cantavam todos em posição de sentido quase que militar.</p>
<div id="attachment_85268" class="wp-caption aligncenter">
<p class="wp-caption-text">
</div>
<p>Terminado o hino, todos sentados. Hora de chamar os convidados que vão integrar a mesa. Aparentemente, eles nunca estiveram em um evento de debate, pois quando o mestre de cerimônia chamou o primeiro convidado para se sentar à mesa, ele já toma o púlpito e começa sua palestra. O tema: a região do ABC.</p>
<p>Tratado pelos presentes como ‘Doutor Willian Lago’, o advogado fez seu discurso em torno de 20 minutos falando sobre a importância do evento no berço do sindicalismo e a necessidade da sociedade recuperar valores que a esquerda fez os brasileiros perderem, como a valorização da família, o direito à propriedade, entre outros.</p>
<h3>Cristo era, é e sempre será monárquico</h3>
<p>Em seguida, sobe ao palco quem eles chamam de Dan Berg. Sem citar seu currículo, o senhor de meia idade também seguiu o passo do antecessor e assumiu o púlpito. O tema do seu discurso era: ‘Cristo era, é e sempre será monárquico’.</p>
<p>Vestindo uma gravata com as cores do Brasil, Berg começou falando que Jesus Cristo ensinou aos seus discípulos o Evangelho do reino de Deus, logo, ele é um defensor da monarquia. Ele insiste em dizer que tudo que Deus criou foi em forma de monarquia, como a natureza, o sistema solar, entre outros. “Deus é o rei, Cristo era o príncipe e o Espírito Santo o herdeiro. Jesus é monárquico”, argumentou.</p>
<p>“Se perguntarem para as donzelas aqui presentes se ao beijarem um sapo preferem que vire um príncipe ou um presidente, o que elas vão escolher?”, disse ele em tom de piada ao defender a volta da monarquia no Brasil. Antes de terminar sua fala, Berg fez uma pausa e explicou que estava gaguejando em seu discurso, pois havia tomado remédios para estar ali.</p>
<p>Em seguida, o animador do encontro pede para que o defensor de Cristo monárquico se apresente ao piano que estava em cima do palco. Berg se encaminha até o instrumento e anuncia uma melodia feita a partir de uma música composta por um participante de tráfico negreiro. Segundo ele, o compositor transmitiu nas notas o lamento dos escravos. Com sons de sofrimento, o convidado começou sua canção.</p>
<div class="fluidvids"><iframe loading="lazy" class="fluidvids-item" src="https://www.youtube.com/embed/-T2zsPtDqWM?feature=oembed" width="1060" height="596" frameborder="0" allowfullscreen="allowfullscreen" data-fluidvids="loaded" data-mce-fragment="1"></iframe></div>
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</div>
</div>
<p>Em seguida, é anunciado o próximo palestrante, um rapaz negro. O tema de sua fala será a abolição da escravidão, que todos os presentes acreditam ser uma vitória da família real. Conhecido como professor Paulo Cruz, ele começa seu discurso dizendo que ‘quando jovem acreditava na teoria do racismo e que tinha a polícia como inimiga’.</p>
<p>“Comecei a andar menos de madrugada e fui menos parado pela polícia. A periferia e a criminalidade ainda são ocupadas por negros. Para resolver isso, os negros precisam deixar a criminalidade, isso não é culpa da polícia”, disse ele olhando para os policiais presentes no teatro.</p>
<p>Depois disso, o professor começou a explicar como a família real foi fundamental para o fim da escravidão no Brasil. Mesmo sendo o último país a abolir a prática no mundo, Cruz considera uma vitória de Dom Pedro II e da princesa Isabel. “Dado o contexto da época, não poderia ser feito de forma rápida. Havia uma intenção de não desestabilizar o País. A república foi colocada em prática de forma rápida e olha no que deu”, argumentou.</p>
<div id="attachment_85267" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-85267 size-large" src="https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5826-1-1024x768.jpg" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" srcset="https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5826-1-1024x768.jpg 1024w, https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5826-1-300x225.jpg 300w, https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5826-1-768x576.jpg 768w, https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5826-1-164x124.jpg 164w, https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5826-1-800x600.jpg 800w, https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5826-1-1200x900.jpg 1200w" alt="" width="1024" height="768" /></p>
<p class="wp-caption-text">PROFESSOR PAULO CRUZ DEFENDENDO A MONARQUIA E FALANDO SOBRE O FIM DA ESCRAVIDÃO</p>
</div>
<p>Ao final da fala do professor, chega a hora mais esperada da noite. O mestre de cerimônia chama ao palco o príncipe Bertrand. Todos se levantam mais uma vez para reverenciar o herdeiro do trono real. Ao contrário de todos os outros convidados, ele se senta e utiliza o microfone da mesa para proferir seu discurso.</p>
<p>Bertrand começa fazendo uma pergunta: “O Brasil está preparado para a monarquia?”, ninguém responde e fica um silêncio na plateia. Em seguida, para a surpresa de todos, o monárquico responde: “Não”.</p>
<p>Mais uma vez o silêncio toma conta do teatro. Ninguém estava entendendo mais nada, até que o príncipe se corrige. “Não, me confundi. Sim, o Brasil está preparado para a monarquia, não está preparado para a República”, justifica.</p>
<p>Para ele, o Brasil não nasceu em 1500, e sim junto com Portugal e desde então sempre foi adepto ao sistema monárquico. Bertrand defende que ‘ainda somos uma mesma nação e que nossa história é a mesma’. “O que Jesus havia determinado, Portugal foi lá e fez, dominou metade do mundo”, diz ele ao se referir à colonização portuguesa como forma de triunfo.</p>
<p>O príncipe criticou a revolução francesa, culpou Napoleão pela loucura de Maria Antonieta e justificou a fuga da família real para o Brasil como uma estratégia para vencer Napoleão, que em 1808 liderava a revolução pelo fim da monarquia na Europa.</p>
<p>O discurso de Bertrand foi o mais longo da noite, quase uma hora. O príncipe construiu uma linha do tempo da nossa história, sempre elogiando feitos da família real no Brasil. Para ele, a Constituição de 1824, a primeira do País assinada por Dom Pedro I, foi a melhor que tivemos até hoje. “Ela é diferente da nossa atual Constituição, a qual muitos artigos nem foram discutidos. A Constituição de hoje é um desastre. Uma Constituição de parlamentarismo no presidencialismo”, disse.</p>
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<div class="ws--slot ws--slot-6">Ao falar da carta magna vigente, Bertrand chegou até o atual presidente do Brasil, o militar Jair Bolsonaro. O príncipe vê com bons olhos a atuação do chefe do executivo, mas ainda assim defende a necessidade de um imperador para acabar com a chantagem que o ex-capitão vem sofrendo do Congresso. “Temos obrigação de garantir e sustentar o atual governo, que vem fazendo um trabalho digno”, defendeu.</div>
</div>
</div>
<p>Ao se referir ao PT, ele não economizou adjetivos negativos. Chamou o partido de “seita”, que saqueou as riquezas do País e que acabou com o que restava do cristianismo da população. “Com o pretexto dos direitos humanos, Lula criou conselhos municipais, estaduais e federais que eram comandados por soviéticos. Tudo isso era uma tentativa de espionar as instituições e os militares, a fim de transformar a América Latina em uma união soviética”, disse ele, em tom de denúncia apontando para os militares presentes na plateia.</p>
<p>“Temos uma intuição coletiva de que a divina providência tem planos extraordinários para o Brasil. E esse Brasil será monárquico. E um país que reconheça o reinado do nosso senhor Jesus Cristo. Uma nação que respeita os 10 mandamentos do reino de Deus, que problema teríamos? Nenhum. Deus é brasileiro e vai nos ajudar com a volta da monarquia”, concluiu o príncipe.</p>
<div id="attachment_85270" class="wp-caption aligncenter"><img loading="lazy" decoding="async" class="wp-image-85270 size-large" src="https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5850-1024x768.jpg" sizes="auto, (max-width: 1024px) 100vw, 1024px" srcset="https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5850-1024x768.jpg 1024w, https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5850-300x225.jpg 300w, https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5850-768x576.jpg 768w, https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5850-164x124.jpg 164w, https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5850-800x600.jpg 800w, https://www.cartacapital.com.br/wp-content/uploads/2019/07/IMG_5850-1200x900.jpg 1200w" alt="" width="1024" height="768" /></p>
<p class="wp-caption-text">DOM BERTRAND MARIA JOSÉ DE ORLEANS E BRAGANÇA EM SEU DISCURSO NO EVENTO</p>
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<p>Ao final da fala do príncipe, todos em pé novamente, aplaudindo e dando aval para tudo o que acabara de ser dito. Se para alguns o longo discurso pudesse provocar sono, os participantes na plateia nem piscaram para ouvir o herdeiro do trono real falar.</p>
<p>O evento caminhava para o fechamento, mas ainda restavam dois palestrantes. O professor de História Rafael Nogueira, que rapidamente falou sobre o movimento das bandeiras, defendendo o grupo, e o deputado estadual de São Paulo capitão Castelo Branco (PSL), que em 10 minutos falou sobre drogas e como elas acabam com as famílias brasileiras.</p>
<p>O deputado terminou o discurso agradecendo aos presentes, o príncipe e soltou o atual jargão bradado pelos conservadores: “Brasil acima de tudo, Deus acima de todos”. Foi aplaudido por todos.</p>
<p>O príncipe se retirou pela parte de trás do teatro, sem posar para fotos e parar para autógrafos. Com um tom de decepção no ar, os participantes saíram em silêncio direto para casa. Alguns para descansar, outros para publicar textão nas redes sociais em defesa da monarquia.</p>
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