<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?><rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	>

<channel>
	<title>Opinião &#8211; Monarquia J&aacute;!</title>
	<atom:link href="https://monarquista.com.br/category/opiniao/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>https://monarquista.com.br</link>
	<description>Pela restauração da honestidade na vida política! Monarquia Já</description>
	<lastBuildDate>Wed, 05 Aug 2026 22:15:13 +0000</lastBuildDate>
	<language>en-US</language>
	<sy:updatePeriod>
	hourly	</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>
	1	</sy:updateFrequency>
	<generator>https://wordpress.org/?v=7.1.3</generator>

<image>
	<url>https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2026/07/cropped-31ca6b19-b940-41c3-9915-fce1ec8c5098-32x32.png</url>
	<title>Opinião &#8211; Monarquia J&aacute;!</title>
	<link>https://monarquista.com.br</link>
	<width>32</width>
	<height>32</height>
</image> 
	<item>
		<title>Além do Mito da Apatía: O Que as Cartas Íntimas Revelam Sobre o Desejo de Imperar da Princesa Isabel</title>
		<link>https://monarquista.com.br/alem-do-mito-da-apatia-o-que-as-cartas-intimas-revelam-sobre-o-desejo-de-imperar-da-princesa-isabel/</link>
					<comments>https://monarquista.com.br/alem-do-mito-da-apatia-o-que-as-cartas-intimas-revelam-sobre-o-desejo-de-imperar-da-princesa-isabel/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 05 Aug 2026 22:15:11 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Dom Pedro II]]></category>
		<category><![CDATA[Império do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Princesa Isabel]]></category>
		<category><![CDATA[Barão de Cotegipe]]></category>
		<category><![CDATA[Jornal do Commercio]]></category>
		<category><![CDATA[Palácio Grão-Pará]]></category>
		<category><![CDATA[Poder Moderador]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://monarquista.com.br/?p=2761</guid>

					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 5 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 Por que a história tradicional retratou a Redentora como desinteressada pelo poder — e como novos documentos provam exatamente o contrário. Quando pensamos na Princesa Isabel, a imagem mais comum nos livros de história do século XX é a...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
    <div class="leitura-stats-container"
         style="
            margin-bottom:20px;
            font-family:sans-serif;
         ">

        <div style="
            background:#f7f9fa;
            border-left:4px solid #0073aa;
            padding:12px 15px;
            border-radius:0 4px 4px 0;
        ">

            <div style="
                font-size:14px;
                font-weight:600;
                color:#333;
                margin-bottom:6px;
            ">
                ⏱️ Tempo estimado: 5 minutos
            </div>

            <div id="jaw-tempo-leitura"
                 aria-live="polite"
                 style="
                    font-size:13px;
                    color:#555;
                 ">
                ⏱️ Você está lendo há
                <strong>00:00</strong>
            </div>

            <div id="jaw-mensagem-leitura"
                 style="
                    display:none;
                    margin-top:8px;
                    font-size:13px;
                    color:#0073aa;
                    font-weight:600;
                 ">
            </div>
        </div>
    </div>
<p class="wp-block-paragraph"><strong>Por que a história tradicional retratou a Redentora como desinteressada pelo poder — e como novos documentos provam exatamente o contrário.</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando pensamos na Princesa Isabel, a imagem mais comum nos livros de história do século XX é a de uma mulher extremamente devota, focada no lar e quase &#8220;forçada&#8221; pelas circunstâncias a assumir a política. Historiadores do passado costumavam descrevê-la como uma governante hesitante, que só exercia o poder por obrigação familiar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No entanto, uma <a href="https://revista.an.gov.br/index.php/revistaacervo/article/view/2080/1997" target="_blank" rel="noreferrer noopener"><strong>nova pesquisa</strong></a> baseada em documentos do <strong>Arquivo Grão-Pará</strong> (preservado no Museu Imperial de Petrópolis) revela uma perspectiva bem diferente: <strong>Isabel acompanhava a política com atenção afiada, tinha opiniões próprias bem definidas e preparava-se, sim, para a possibilidade do Terceiro Reinado.</strong></p>



<h2 class="wp-block-heading">Analisando as Palavras: A Ciência das Emoções nas Cartas Reais</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para entender o verdadeiro estado mental de D. Isabel durante sua Terceira Regência (1887-1888), o estudo utilizou uma metodologia linguística chamada <em>Teoria da Avaliatividade</em>. Em termos simples: em vez de analisar apenas os decretos oficiais, os pesquisadores analisaram o <strong>tom emocional</strong>, as escolhas de palavras e o <strong>fervor</strong> presente nas correspondências privadas que a princesa trocava com os pais, D. Pedro II e a Imperatriz Teresa Cristina.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O resultado? As cartas mostram uma mulher equilibrando sentimentos profundos de afeto familiar com decisões políticas firmes e autônomas.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Solidão de São Cristóvão e a Lealdade ao Pai</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Em junho de 1887, D. Pedro II viajou à Europa para tratar de uma grave enfermidade. Isabel foi compelida a deixar o clima agradável de sua residência em Petrópolis (Palácio Isabel) e mudar-se para o oficial Palácio de São Cristóvão, no Rio de Janeiro.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em uma carta escrita em 2 de julho de 1887, ela desabafa ao pai sobre a nova rotina:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Já marcamos as audiências para as quintas-feiras seguidas dos despachos, as recepções para as segundas (&#8230;), meus únicos atos oficiais. Quem me dera não ter nenhum para fazer!!!&#8221;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">À primeira vista, um leitor apressado poderia achar que Isabel detestava governar. Contudo, ao analisar o contexto emocional, percebe-se que não fazer atos oficiais significava ter o pai de volta com saúde. A dor de ver o monarca doente e a imprensa especulando sobre sua morte afetavam profundamente a princesa, mas não paralisavam sua atuação.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A Leitora Atenta e a Raiva dos &#8220;Malditos Jornais&#8221;</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A pesquisa comprova que a regente era uma leitora compulsiva da imprensa imperial — do <em>Jornal do Commercio</em> ao <em>Diário de Notícias</em>. Isabel não apenas acompanhava as notícias, como expressava forte indignação com a forma como os jornais republicanos usavam a doença do Imperador para desestabilizar a Monarquia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em outubro de 1887, ela escreveu à mãe:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Malditos jornais que sentenciam a fazer o jogo que tanto dói meus sentimentos! Meçam-no minha raiva; mas o essencial é que papai vá indo de melhorar em melhorar.&#8221;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Essa raiva demonstra que Isabel compreendia perfeitamente o impacto da opinião pública e a batalha de narrativas que se travava entre os &#8220;isabelistas&#8221; e a oposição republicana.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Pulso Firme na Abolição e Autonomia Governativa</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O ponto mais marcante da análise está na conduta política da princesa em relação ao Gabinete do Barão de Cotegipe. Contrariando a tese de que Isabel era influenciada cegamente pelo marido (o Conde d&#8217;Eu) ou por conselheiros, as cartas provam sua <strong>autonomia política</strong>.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebendo que o gabinete conservador de Cotegipe travava o avanço do abolicionismo e perdia autoridade moral, Isabel tomou a decisão de demitir o chefe de polícia e provocar a queda do ministério, nomeando João Alfredo em seu lugar — o passo decisivo para a votação da Lei Áurea.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em carta aos pais em 14 de março de 1888, ela declarou categoricamente:</p>



<blockquote class="wp-block-quote is-layout-flow wp-block-quote-is-layout-flow">
<p class="wp-block-paragraph"><em>&#8220;Não me arrependo do que fiz. (&#8230;) Em consciência não devia continuar com um ministério, quando eu por mim mesma sentia que ele não preenchia as aspirações do país&#8230; Há muito a fazer, mas isto antes de tudo!&#8221;</em></p>
</blockquote>



<p class="wp-block-paragraph">Ao registrar <em>&#8220;Há muito a fazer&#8221;</em>, a Herdeira do Trono deixava claro que não via a regência apenas como uma tarefa passageira, mas como o início de um projeto de governo para o Brasil.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Conclusão: Uma Monarca Consciente de sua Missão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">A análise da documentação do Palácio Grão-Pará reforça que a Princesa Isabel não foi uma figura passiva na história nacional. Ela compreendia o peso do Poder Moderador, utilizou-o com convicção para extinguir a escravidão e mantinha os olhos fixos no futuro do país.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A união de sentimentos pessoais afetuosos com o senso de dever de Estado faz de Isabel uma personagem muito mais complexa, humana e preparada para o trono do que a historiografia tradicional costumava admitir.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://monarquista.com.br/alem-do-mito-da-apatia-o-que-as-cartas-intimas-revelam-sobre-o-desejo-de-imperar-da-princesa-isabel/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Casamento, tradição e sucessão: a decisão de Dom Bertrand e o futuro da Casa Imperial Brasileira</title>
		<link>https://monarquista.com.br/casamento-tradicao-e-sucessao-a-decisao-de-dom-bertrand-e-o-futuro-da-casa-imperial-brasileira/</link>
					<comments>https://monarquista.com.br/casamento-tradicao-e-sucessao-a-decisao-de-dom-bertrand-e-o-futuro-da-casa-imperial-brasileira/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jul 2026 21:01:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação Monárquica]]></category>
		<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Bertrand]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Rafael]]></category>
		<category><![CDATA[Império do Brasil]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Casa Imperial]]></category>
		<category><![CDATA[Sucessão Imperial]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://monarquista.com.br/?p=2754</guid>

					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 6 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 O anúncio feito por Dom Bertrand de Orléans e Bragança durante o XXXVI Encontro Monárquico Nacional representa um dos acontecimentos mais significativos da história recente do movimento monarquista brasileiro. Ao declarar que não reconhecerá como dinástico o casamento de...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
    <div class="leitura-stats-container"
         style="
            margin-bottom:20px;
            font-family:sans-serif;
         ">

        <div style="
            background:#f7f9fa;
            border-left:4px solid #0073aa;
            padding:12px 15px;
            border-radius:0 4px 4px 0;
        ">

            <div style="
                font-size:14px;
                font-weight:600;
                color:#333;
                margin-bottom:6px;
            ">
                ⏱️ Tempo estimado: 6 minutos
            </div>

            <div id="jaw-tempo-leitura"
                 aria-live="polite"
                 style="
                    font-size:13px;
                    color:#555;
                 ">
                ⏱️ Você está lendo há
                <strong>00:00</strong>
            </div>

            <div id="jaw-mensagem-leitura"
                 style="
                    display:none;
                    margin-top:8px;
                    font-size:13px;
                    color:#0073aa;
                    font-weight:600;
                 ">
            </div>
        </div>
    </div>
<p class="wp-block-paragraph">O anúncio feito por Dom Bertrand de Orléans e Bragança durante o XXXVI Encontro Monárquico Nacional representa um dos acontecimentos mais significativos da história recente do movimento monarquista brasileiro. Ao declarar que não reconhecerá como dinástico o casamento de seu sobrinho, Dom Rafael de Orléans e Bragança, o atual chefe da Casa Imperial redefine a linha sucessória do Ramo de Vassouras, caso o matrimônio venha a se concretizar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão provocou repercussão entre monarquistas e estudiosos da história do Brasil, sobretudo porque levanta uma questão pouco conhecida: afinal, a Constituição do Império exigia realmente um casamento dinástico?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta é mais complexa do que parece.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que dizia a Constituição de 1824?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do que muitos imaginam, a Constituição do Império não determinava expressamente que o Imperador ou o Príncipe Imperial só poderiam casar-se com membros de casas reais ou soberanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto constitucional tratava do casamento como uma questão de Estado, exigindo sua aprovação pela Assembleia Geral. O artigo 105 estabelecia que o Imperador não poderia contrair matrimônio sem essa autorização, sob pena de ser considerado abdicação da Coroa. O mesmo princípio era aplicado ao herdeiro do trono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebe-se, portanto, que a preocupação do legislador era assegurar o controle institucional sobre um ato capaz de influenciar a sucessão da Coroa, e não estabelecer critérios de nobreza para o futuro cônjuge.</p>



<h2 class="wp-block-heading">De onde surgiu, então, a exigência do casamento dinástico?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Essa tradição não nasce diretamente da Constituição, mas das antigas normas da Casa de Bragança e do direito dinástico europeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante séculos, as famílias reinantes procuraram preservar alianças entre casas soberanas. Casamentos considerados &#8220;desiguais&#8221; — quando um príncipe se unia a alguém sem origem dinástica — frequentemente impediam que seus descendentes herdassem os direitos ao trono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a Proclamação da República, em 1889, o Brasil deixou de possuir instituições imperiais. A Assembleia Geral desapareceu, assim como o próprio Estado monárquico. Permaneceram, entretanto, a Família Imperial e suas tradições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse novo contexto, a chefia da Casa Imperial passou a interpretar que caberia ao chefe da família exercer a função anteriormente desempenhada pelas instituições do Império no que diz respeito à preservação das normas sucessórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente nessa tradição que Dom Bertrand fundamenta sua decisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma interpretação que não é unânime</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio também revela que o tema está longe de ser consensual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há estudiosos que sustentam que as regras dinásticas permanecem plenamente válidas dentro da Casa Imperial, independentemente da inexistência do Império, pois representam a continuidade histórica da dinastia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros historiadores observam que a Constituição de 1824 jamais impôs expressamente a exigência de casamento dinástico e que, sem o Estado Imperial, essas normas possuem hoje natureza essencialmente familiar e simbólica, não jurídica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda quem recorde que o próprio Dom Pedro II, em determinadas circunstâncias, demonstrou flexibilidade diante de casamentos considerados desiguais dentro da família, sugerindo que a tradição nem sempre foi aplicada de maneira absoluta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A decisão de Dom Bertrand</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Foi com base nessa interpretação tradicional que Dom Bertrand comunicou publicamente que não reconhecerá como dinástico o casamento de Dom Rafael de Orléans e Bragança com a italiana Margherita delle Piane.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o entendimento do chefe da Casa Imperial, a futura esposa não pertence a uma casa soberana ou anteriormente reinante, requisito considerado indispensável pelas normas sucessórias adotadas pelo Ramo de Vassouras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o casamento seja celebrado nessas condições, Dom Rafael perderá sua posição na linha sucessória da Casa Imperial, passando a sucessão para sua irmã, Dona Maria Gabriela de Orléans e Bragança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Entre a tradição e o século XXI</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio também suscita uma reflexão mais ampla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversas monarquias constitucionais europeias — como Reino Unido, Espanha, Suécia, Noruega, Dinamarca e Holanda — aboliram, ao longo das últimas décadas, as restrições relativas à origem familiar dos cônjuges de seus herdeiros. Atualmente, príncipes e princesas podem casar-se com cidadãos comuns sem perder seus direitos sucessórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras casas reais, especialmente aquelas que já não exercem poder político, optaram por preservar integralmente suas antigas normas dinásticas, entendendo que elas constituem parte essencial de sua identidade histórica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Casa Imperial Brasileira insere-se nesse segundo entendimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um debate que ultrapassa a sucessão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a decisão de Dom Bertrand não produza qualquer efeito jurídico perante a República Federativa do Brasil, ela possui importância histórica e institucional para aqueles que reconhecem a legitimidade da Casa Imperial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que definir quem ocupa o primeiro lugar numa linha sucessória sem efeitos legais perante o Estado brasileiro, o episódio recoloca em discussão uma questão permanente das monarquias: até que ponto uma instituição fundada na tradição deve adaptar-se às transformações da sociedade?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez essa seja a verdadeira importância do episódio. Não apenas decidir quem seria o sucessor de uma Coroa hoje inexistente, mas refletir sobre o delicado equilíbrio entre fidelidade à tradição e capacidade de dialogar com o seu tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um debate que começou muito antes da Proclamação da República e que, ao que tudo indica, continuará despertando interesse entre historiadores, juristas e estudiosos das instituições brasileiras por muitos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda República possui uma história anterior à sua própria existência. No Brasil, essa história foi construída sob a Monarquia Constitucional. A Casa Imperial, embora não integre a estrutura do Estado, permanece como depositária de uma tradição que ajudou a formar a identidade nacional. Assim, quando seu chefe fala em nome da dinastia, não o faz como agente público, mas como representante de uma instituição histórica cuja existência é reconhecida social e culturalmente. É um papel sem poder político, mas não necessariamente sem significado institucional.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://monarquista.com.br/casamento-tradicao-e-sucessao-a-decisao-de-dom-bertrand-e-o-futuro-da-casa-imperial-brasileira/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O Baile das Coroas nos Gramados da Copa</title>
		<link>https://monarquista.com.br/o-baile-das-coroas-nos-gramados-da-copa/</link>
					<comments>https://monarquista.com.br/o-baile-das-coroas-nos-gramados-da-copa/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Fri, 10 Jul 2026 21:44:38 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Copa do Mundo da Fifa 2026]]></category>
		<category><![CDATA[Espanha]]></category>
		<category><![CDATA[Inglaterra]]></category>
		<category><![CDATA[Marrocos]]></category>
		<category><![CDATA[Noruega]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://monarquista.com.br/?p=2750</guid>

					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 3 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 Abaixo, analisamos como as quatro principais monarquias se posicionaram e o impacto de suas campanhas na fase aguda da competição: 1. Marrocos e o Projeto de Formação Real A seleção marroquina, carinhosamente chamada de &#8220;Leões do Atlas&#8221;, consolidou-se como...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
    <div class="leitura-stats-container"
         style="
            margin-bottom:20px;
            font-family:sans-serif;
         ">

        <div style="
            background:#f7f9fa;
            border-left:4px solid #0073aa;
            padding:12px 15px;
            border-radius:0 4px 4px 0;
        ">

            <div style="
                font-size:14px;
                font-weight:600;
                color:#333;
                margin-bottom:6px;
            ">
                ⏱️ Tempo estimado: 3 minutos
            </div>

            <div id="jaw-tempo-leitura"
                 aria-live="polite"
                 style="
                    font-size:13px;
                    color:#555;
                 ">
                ⏱️ Você está lendo há
                <strong>00:00</strong>
            </div>

            <div id="jaw-mensagem-leitura"
                 style="
                    display:none;
                    margin-top:8px;
                    font-size:13px;
                    color:#0073aa;
                    font-weight:600;
                 ">
            </div>
        </div>
    </div>
<p class="wp-block-paragraph">Abaixo, analisamos como as quatro principais monarquias se posicionaram e o impacto de suas campanhas na fase aguda da competição:</p>



<h3 class="wp-block-heading">1. Marrocos e o Projeto de Formação Real</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção marroquina, carinhosamente chamada de &#8220;Leões do Atlas&#8221;, consolidou-se como a grande força do futebol africano. Após a histórica semifinal em 2022, a equipe repetiu o assombro ao alcançar as quartas de final em 2026.<sup></sup></p>



<p class="wp-block-paragraph">Essa constância não é por acaso: o país colhe os frutos de um forte investimento centralizado na base, capitaneado pela infraestrutura da Academia de Futebol Mohammed VI e pela criação de minicentros de formação em cidades como Marrakech, Casablanca, Fez e Tânger.<sup></sup> Embora tenham caído nas quartas diante da França por 2 a 0, os marroquinos provaram que o sucesso de 2022 não foi obra do acaso.<sup></sup></p>



<h3 class="wp-block-heading">2. Espanha e a Renovação de Ouro</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A Fúria chegou às quartas de final exibindo um futebol vistoso e dominante. Sob a liderança de jovens promessas e peças consolidadas no futebol europeu, a Espanha carimbou sua vaga na semifinal no dia 10 de julho ao derrotar a forte seleção da Bélgica por 2 a 1, com gols cruciais de Fabián Ruiz e Mikel Merino. O modelo espanhol de posse de bola e transição rápida continua a ditar o ritmo do futebol mundial.</p>



<h3 class="wp-block-heading">3. Noruega e o &#8220;Fator Haaland&#8221;</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A grande surpresa — e o terror das defesas sul-americanas — foi a Noruega. Impulsionada pelo faro de gol implacável de Erling Haaland, a seleção nórdica foi a responsável direta por eliminar o Brasil nas oitavas de final com uma vitória por 2 a 1, onde o camisa 9 marcou os dois gols da partida. O avanço norueguês às quartas simboliza o auge de uma geração que finalmente aprendeu a competir em nível global.</p>



<h3 class="wp-block-heading">4. Inglaterra e a Pressão de Sempre</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A seleção dos Três Leões, tradicional potência futebolística sob a Coroa Britânica, garantiu seu lugar entre os oito melhores após um jogo eletrizante contra o México nas oitavas (3 a 2). A equipe comandada por astros da Premier League entrou no mata-mata com a missão de quebrar o longo jejum de títulos mundiais e justificar o favoritismo técnico.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Confrontos Diretos no Chaveamento</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O sorteio e o avanço das fases colocaram essas nações em rota de colisão direta nas quartas de final e além:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>França 2 x 0 Marrocos:</strong> A queda dos marroquinos em Boston abriu os confrontos das quartas.</li>



<li><strong>Espanha 2 x 1 Bélgica:</strong> A classificação espanhola assegurou o país na semifinal.</li>



<li><strong>Noruega x Inglaterra:</strong> Um duelo monárquico direto agendado para o dia 11 de julho em Miami, valendo vaga na semifinal contra a Espanha.</li>
</ul>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que a curiosidade sobre a forma de governo de seus países, o sucesso de Espanha, Inglaterra, Marrocos e Noruega nesta Copa do Mundo de 48 seleções ressalta a importância do planejamento de longo prazo, ligas nacionais fortes e, claro, a presença de craques decisivos nos momentos de maior pressão.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://monarquista.com.br/o-baile-das-coroas-nos-gramados-da-copa/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A monarquia republicana: a ilusão do povo e a realidade da elite</title>
		<link>https://monarquista.com.br/a-monarquia-republicana-a-ilusao-do-povo-e-a-realidade-da-elite/</link>
					<comments>https://monarquista.com.br/a-monarquia-republicana-a-ilusao-do-povo-e-a-realidade-da-elite/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 01 Oct 2025 10:45:05 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[República]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://monarquista.com.br/?p=2685</guid>

					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 4 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 Costuma-se dizer que a República nasceu para garantir a soberania do povo, a alternância no poder e o fim dos privilégios hereditários. Na teoria, esse modelo seria o oposto da monarquia. Mas, ao observarmos a política brasileira contemporânea, o...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
    <div class="leitura-stats-container"
         style="
            margin-bottom:20px;
            font-family:sans-serif;
         ">

        <div style="
            background:#f7f9fa;
            border-left:4px solid #0073aa;
            padding:12px 15px;
            border-radius:0 4px 4px 0;
        ">

            <div style="
                font-size:14px;
                font-weight:600;
                color:#333;
                margin-bottom:6px;
            ">
                ⏱️ Tempo estimado: 4 minutos
            </div>

            <div id="jaw-tempo-leitura"
                 aria-live="polite"
                 style="
                    font-size:13px;
                    color:#555;
                 ">
                ⏱️ Você está lendo há
                <strong>00:00</strong>
            </div>

            <div id="jaw-mensagem-leitura"
                 style="
                    display:none;
                    margin-top:8px;
                    font-size:13px;
                    color:#0073aa;
                    font-weight:600;
                 ">
            </div>
        </div>
    </div>
<p class="wp-block-paragraph">Costuma-se dizer que a República nasceu para garantir a soberania do povo, a alternância no poder e o fim dos privilégios hereditários. Na teoria, esse modelo seria o oposto da monarquia. Mas, ao observarmos a política brasileira contemporânea, o que encontramos é uma contradição: um sistema que, embora se proclame republicano, reproduz velhas práticas de concentração de poder. É a chamada <strong>“monarquia republicana”</strong> – uma república que veste a roupagem moderna de um regime, mas conserva vícios de outro.</p>



<figure class="wp-block-audio"><audio controls src="https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Yo-escuta-so.mp3"></audio></figure>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Palácio de Quatro Anos: a busca pela eternidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A crítica à monarquia tradicional apontava para o reinado vitalício e a sucessão por sangue. A República, em contrapartida, prometia limites de mandato e renovação constante. Mas a prática mostra outra realidade: políticos transformam sua trajetória em uma carreira sem fim. Reeleições sucessivas, alternância de cargos e herdeiros políticos perpetuam nomes no cenário público, quase como dinastias disfarçadas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O que muda, em essência, é o ritual. Em vez da herança automática, temos eleições que muitas vezes apenas legitimam figuras já consolidadas, controladas por máquinas partidárias. A promessa de transitoriedade se dilui em carreiras vitalícias sustentadas por estratégias eleitorais.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Colégio Eleitoral Oculto: quem realmente escolhe?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A ideia central da República é o voto popular. No entanto, a liberdade do eleitor é mais limitada do que parece. Não se trata de uma escolha aberta, mas de uma seleção previamente filtrada pelos partidos políticos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As cúpulas partidárias funcionam como um <strong>“colégio de cardeais”</strong>, decidindo quem pode ou não disputar o trono republicano. O povo escolhe entre os “ungidos” por essas estruturas, em um processo em que a representatividade real se dissolve em alianças, coligações e financiamentos. A imagem do cidadão comum ascendendo ao poder perde espaço para o jogo interno de interesses.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Corte Republicana: privilégios que superam coroas</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Se havia um sonho de que a República extinguiria os excessos da monarquia, a realidade foi outra. A elite política brasileira ostenta benefícios que fariam inveja a muitas realezas. Salários acima da média nacional, auxílios diversos, aposentadorias especiais e uma máquina de privilégios tornam-se marcas de um sistema distante da vida do cidadão comum.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Para se ter uma dimensão, cada deputado federal custa em torno de <strong>R$ 200 mil mensais</strong> ao contribuinte, somando salários, verbas de gabinete e auxílios. No fim do ano, o valor ultrapassa <strong>R$ 2 milhões por parlamentar</strong>. Se na monarquia os privilégios vinham de berço, na República eles surgem do cargo – mas permanecem igualmente concentrados em poucos.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O retorno do debate monárquico</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O desencanto com a República, incapaz de cumprir seus próprios ideais, reacende discussões sobre a monarquia como alternativa. Em um modelo constitucional e parlamentarista, o monarca, por ser hereditário e desvinculado da política partidária, poderia atuar como árbitro neutro e símbolo de unidade. Já o governo, exercido por representantes eleitos, ficaria submetido à renovação periódica e ao controle popular.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse arranjo, o poder pessoal perde espaço, e o foco retorna à estabilidade e ao bem comum. É um paradoxo: a solução para uma República esvaziada pode estar justamente naquilo que ela prometeu substituir.</p>



<h3 class="wp-block-heading">Conclusão: entre a ilusão e a realidade</h3>



<p class="wp-block-paragraph">A chamada “monarquia republicana” mostra que o problema não está apenas no rótulo do regime, mas na prática do poder. A República, que deveria ser a expressão da <strong>res publica</strong> – a coisa pública, de todos –, transformou-se em um palco de elites, perpetuação e privilégios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Revisitar nossas formas de governo talvez não seja nostalgia, mas uma necessidade. Se a República falha em romper com as velhas práticas, pode ser hora de refletir se uma monarquia moderna, limitada pela Constituição e pelo Parlamento, não ofereceria mais equilíbrio, representatividade e justiça social do que a república de fachada que conhecemos hoje.</p>



<figure class="wp-block-embed is-type-video is-provider-youtube wp-block-embed-youtube wp-embed-aspect-16-9 wp-has-aspect-ratio"><div class="wp-block-embed__wrapper">
<iframe title="A Monarquia Republicana: Ilusão e Elite" width="640" height="360" src="https://www.youtube.com/embed/KhcHJunF2EM?feature=oembed" frameborder="0" allow="accelerometer; autoplay; clipboard-write; encrypted-media; gyroscope; picture-in-picture; web-share" referrerpolicy="strict-origin-when-cross-origin" allowfullscreen></iframe>
</div></figure>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://monarquista.com.br/a-monarquia-republicana-a-ilusao-do-povo-e-a-realidade-da-elite/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		<enclosure url="https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2025/10/Yo-escuta-so.mp3" length="2831760" type="audio/mpeg" />

			</item>
		<item>
		<title>Monarquia: Uma alternativa estável para o futuro do Brasil</title>
		<link>https://monarquista.com.br/monarquia-uma-alternativa-estavel-para-o-futuro-do-brasil/</link>
					<comments>https://monarquista.com.br/monarquia-uma-alternativa-estavel-para-o-futuro-do-brasil/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sat, 13 Sep 2025 11:35:20 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação Monárquica]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://monarquista.com.br/?p=2678</guid>

					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 4 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 👑Depois de mais de um século de República, o Brasil já teve dezenas de presidentes envolvidos em escândalos, processos e condenações. A sucessão de crises políticas, os ciclos de polarização e o clima de instabilidade constante levantam uma pergunta...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
    <div class="leitura-stats-container"
         style="
            margin-bottom:20px;
            font-family:sans-serif;
         ">

        <div style="
            background:#f7f9fa;
            border-left:4px solid #0073aa;
            padding:12px 15px;
            border-radius:0 4px 4px 0;
        ">

            <div style="
                font-size:14px;
                font-weight:600;
                color:#333;
                margin-bottom:6px;
            ">
                ⏱️ Tempo estimado: 4 minutos
            </div>

            <div id="jaw-tempo-leitura"
                 aria-live="polite"
                 style="
                    font-size:13px;
                    color:#555;
                 ">
                ⏱️ Você está lendo há
                <strong>00:00</strong>
            </div>

            <div id="jaw-mensagem-leitura"
                 style="
                    display:none;
                    margin-top:8px;
                    font-size:13px;
                    color:#0073aa;
                    font-weight:600;
                 ">
            </div>
        </div>
    </div>
<p class="wp-block-paragraph">👑<strong>Depois de mais de um século de República, o Brasil já teve dezenas de presidentes envolvidos em escândalos, processos e condenações.</strong> A sucessão de crises políticas, os ciclos de polarização e o clima de instabilidade constante levantam uma pergunta inevitável: será que um sistema monárquico constitucional não traria mais estabilidade, continuidade e responsabilidade ao poder?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Este artigo não propõe um retorno ao passado, e muito menos um golpe de Estado, mas sim um olhar para o futuro com base na experiência de países que mantiveram suas monarquias e prosperaram — como Reino Unido, Suécia, Espanha, Noruega, Japão e Canadá.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">⚖️ Estabilidade institucional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Repúblicas presidencialistas, como a brasileira, concentram muito poder em uma única figura — o presidente — e, por isso, tornam o país vulnerável a choques políticos e pessoais. Uma crise envolvendo o presidente costuma paralisar todo o sistema.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nas monarquias constitucionais, a figura do monarca atua como chefe de Estado simbólico e neutro, enquanto o governo efetivo é chefiado por um primeiro-ministro eleito pelo Parlamento. Isso garante continuidade ao Estado mesmo quando há mudanças de governo, evitando rupturas e crises institucionais prolongadas.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">💰 Menor custo e menor personalismo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Campanhas presidenciais são caríssimas e tendem a se transformar em disputas personalistas e polarizadas. Em uma monarquia parlamentarista, o foco das eleições está em partidos e propostas, não em figuras messiânicas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Além disso, a ausência de reeleição para o chefe de Estado elimina o incentivo para o uso da máquina pública em benefício pessoal ou eleitoral, um problema recorrente na política brasileira.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">🏛️ Neutralidade e responsabilidade</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um monarca não governa, não legisla e não decide políticas públicas: ele cumpre funções protocolares e atua como árbitro neutro do sistema. Isso reduz o risco de aparelhamento político do cargo de chefe de Estado e impede que a estabilidade do país dependa da popularidade momentânea de um único indivíduo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Enquanto o Parlamento e o primeiro-ministro governam e podem ser substituídos a qualquer momento por voto de desconfiança, o monarca garante que as regras do jogo sejam respeitadas e que as instituições continuem funcionando.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">📉 Menor propensão à corrupção de topo</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Chefes de Estado monárquicos não precisam financiar campanhas, nem conquistar apoio de grupos econômicos para chegar ao poder. Essa característica diminui o risco de corrupção na cúpula e permite que os escândalos que surgem sejam mais facilmente isolados ao nível do governo, sem paralisar toda a nação.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">📈 Continuidade e identidade nacional</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Um monarca simboliza a história e a unidade nacional. Seu papel contínuo ajuda a construir políticas de longo prazo e amortecer os impactos de mudanças bruscas de governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em repúblicas presidencialistas, a troca de presidentes costuma significar o abandono de planos de governo anteriores — mesmo que sejam bons para o país — o que gera desperdício, descontinuidade e instabilidade.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">📜 A experiência brasileira</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Durante o Império, o Brasil teve apenas dois monarcas em 67 anos. Foi um período de estabilidade, avanços sociais, consolidação do território e modernização das instituições. Já na República, o país acumula mais de 40 presidentes — muitos depostos, cassados, renunciantes ou condenados judicialmente.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Não se trata de idealizar o passado, mas de reconhecer que o modelo republicano brasileiro produziu um histórico de crises constantes, enquanto a Monarquia Constitucional mostrou-se mais estável e previsível.</p>



<hr class="wp-block-separator has-alpha-channel-opacity"/>



<h2 class="wp-block-heading">👁️ Uma proposta para o futuro</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Defender a monarquia hoje não significa voltar ao século XIX, mas sim propor um sistema democrático moderno, com Parlamento eleito pelo povo e um primeiro-ministro responsável pelo governo, sob a supervisão de um chefe de Estado imparcial e estável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Com menos personalismo, menos corrupção e mais continuidade institucional, o Brasil poderia sair do ciclo de crises e construir políticas de longo prazo, livres das disputas eleitorais destrutivas que paralisam o país.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Talvez seja hora de rediscutirmos o modelo que abandonamos há mais de um século.</strong></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://monarquista.com.br/monarquia-uma-alternativa-estavel-para-o-futuro-do-brasil/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Charles III: Efeitos de sua Coroação e o Futuro da Commonwealth</title>
		<link>https://monarquista.com.br/charles-iii-efeitos-de-sua-coroacao-e-o-futuro-da-commonwealth/</link>
					<comments>https://monarquista.com.br/charles-iii-efeitos-de-sua-coroacao-e-o-futuro-da-commonwealth/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 14 Nov 2024 18:29:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Charles III]]></category>
		<category><![CDATA[Nobreza Européia]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Realeza]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://monarquista.com.br/?p=2624</guid>

					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 4 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 O aniversário de Charles III marca também um ano de grandes mudanças na monarquia britânica, com sua coroação consolidando uma nova fase para a coroa. Desde sua ascensão ao trono em maio, Charles tem assumido o papel de monarca...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
    <div class="leitura-stats-container"
         style="
            margin-bottom:20px;
            font-family:sans-serif;
         ">

        <div style="
            background:#f7f9fa;
            border-left:4px solid #0073aa;
            padding:12px 15px;
            border-radius:0 4px 4px 0;
        ">

            <div style="
                font-size:14px;
                font-weight:600;
                color:#333;
                margin-bottom:6px;
            ">
                ⏱️ Tempo estimado: 4 minutos
            </div>

            <div id="jaw-tempo-leitura"
                 aria-live="polite"
                 style="
                    font-size:13px;
                    color:#555;
                 ">
                ⏱️ Você está lendo há
                <strong>00:00</strong>
            </div>

            <div id="jaw-mensagem-leitura"
                 style="
                    display:none;
                    margin-top:8px;
                    font-size:13px;
                    color:#0073aa;
                    font-weight:600;
                 ">
            </div>
        </div>
    </div>
<p class="wp-block-paragraph">O aniversário de Charles III marca também um ano de grandes mudanças na monarquia britânica, com sua coroação consolidando uma nova fase para a coroa. Desde sua ascensão ao trono em maio, Charles tem assumido o papel de monarca com um estilo diferente daquele praticado por sua mãe, a Rainha Elizabeth II, que reinou por mais de 70 anos. As transições e adaptações têm refletido tanto nos britânicos quanto nos povos dos países que o reconhecem como chefe de Estado, além de despertarem expectativas sobre o futuro da Commonwealth.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Efeitos sobre os Britânicos: uma monarquia adaptada aos tempos modernos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">A coroação de Charles III foi marcada por uma série de mudanças que começaram a ser sentidas pelo público britânico. Um ponto central tem sido sua tentativa de modernizar a imagem da monarquia. Ao longo de seu reinado, Charles tem procurado associar a monarquia a causas sociais e ambientais, refletindo preocupações atuais com sustentabilidade e preservação ambiental — temas pelos quais ele se destacou como príncipe de Gales.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A recepção do público britânico tem sido mista. Alguns valorizam esse enfoque renovado, enquanto outros, que nutriam grande admiração pela figura da Rainha Elizabeth, têm sentido que a monarquia atravessa um momento de ajuste. A postura de Charles, mais direta e envolvida em temas de política social, tem o apoio de muitos jovens e ativistas, mas também encontra resistência entre tradicionalistas. Ainda assim, o monarca tem usado de seu poder simbólico para apoiar questões sociais urgentes, como a igualdade racial e a pobreza, buscando manter a relevância da monarquia para as novas gerações.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>A Commonwealth e o Impacto Internacional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Charles III não é apenas o rei do Reino Unido, mas também chefe de Estado de outros 14 países da Commonwealth, incluindo Canadá, Austrália e Nova Zelândia. Desde a sua coroação, as discussões sobre o papel da monarquia nesses países cresceram significativamente. A continuidade desse vínculo está em questão, e, embora Charles tenha enfatizado seu compromisso com o bem-estar dos países membros, a perspectiva de algumas nações que querem seguir o caminho de Barbados, que se tornou uma república em 2021, parece cada vez mais provável.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante suas visitas oficiais, Charles se esforçou para realçar o valor da Commonwealth como uma aliança de cooperação e apoio mútuo, sem forçar uma agenda que impeça o desejo de independência de qualquer membro. Essa abordagem menos paternalista, e mais colaborativa, tem como objetivo fortalecer os laços enquanto respeita a autonomia de cada país. Charles compreende que sua posição de chefe da Commonwealth não deve ser uma imposição, mas sim uma escolha de cada nação envolvida.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Futuro da Commonwealth: Cooperação e Identidade Nacional</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">O futuro da Commonwealth sob o reinado de Charles III é uma questão em aberto. Embora alguns países continuem a ter fortes laços históricos e culturais com o Reino Unido, as gerações mais jovens, especialmente em nações distantes do Reino Unido, questionam se a monarquia ainda é relevante para suas identidades nacionais. Charles, consciente disso, tem abordado a Commonwealth como um espaço de cooperação voluntária e de troca cultural, mais do que como uma entidade dominada pela coroa britânica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Commonwealth pode se transformar em uma aliança menos centrada na monarquia e mais voltada a iniciativas conjuntas, como programas ambientais, educação e desenvolvimento social. Charles tem incentivado esse movimento, acreditando que a força da Commonwealth reside em seu potencial de colaboração em questões globais, mais do que na sua associação com a monarquia britânica. Para Charles, essa visão pode garantir que o bloco mantenha a relevância em um cenário geopolítico em rápida transformação.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>O Rei como Símbolo de Renovação e Continuidade</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Charles III tem navegado um caminho complexo de adaptação da monarquia aos novos tempos, mantendo suas tradições e explorando novas maneiras de ser relevante para os britânicos e para a Commonwealth. Sua postura mais inclusiva e adaptada aos desafios contemporâneos sinaliza uma tentativa de preservar o papel da monarquia em um mundo cada vez mais globalizado e interconectado. Se o sucesso do reinado de Charles será ou não suficiente para garantir o futuro da monarquia em alguns países da Commonwealth, ainda não sabemos, mas ele certamente tem se esforçado para trazer a monarquia para mais perto dos tempos atuais e dos valores das próximas gerações.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://monarquista.com.br/charles-iii-efeitos-de-sua-coroacao-e-o-futuro-da-commonwealth/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O X da questão sob a ótica monarquista</title>
		<link>https://monarquista.com.br/o-x-da-questao-sob-a-otica-monarquista/</link>
					<comments>https://monarquista.com.br/o-x-da-questao-sob-a-otica-monarquista/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 01 Sep 2024 17:01:36 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://monarquista.com.br/?p=2561</guid>

					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 1 minuto ⏱️ Você está lendo há 00:00 Como um monarquista que valoriza profundamente a soberania nacional e o amor à pátria, é natural que veja essa questão sob uma ótica que prioriza a integridade do país e a defesa dos interesses nacionais. Resumindo, um monarquista que...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
    <div class="leitura-stats-container"
         style="
            margin-bottom:20px;
            font-family:sans-serif;
         ">

        <div style="
            background:#f7f9fa;
            border-left:4px solid #0073aa;
            padding:12px 15px;
            border-radius:0 4px 4px 0;
        ">

            <div style="
                font-size:14px;
                font-weight:600;
                color:#333;
                margin-bottom:6px;
            ">
                ⏱️ Tempo estimado: 3 minutos
            </div>

            <div id="jaw-tempo-leitura"
                 aria-live="polite"
                 style="
                    font-size:13px;
                    color:#555;
                 ">
                ⏱️ Você está lendo há
                <strong>00:00</strong>
            </div>

            <div id="jaw-mensagem-leitura"
                 style="
                    display:none;
                    margin-top:8px;
                    font-size:13px;
                    color:#0073aa;
                    font-weight:600;
                 ">
            </div>
        </div>
    </div>
<p class="wp-block-paragraph">Como um monarquista que valoriza profundamente a soberania nacional e o amor à pátria, é natural que veja essa questão sob uma ótica que prioriza a integridade do país e a defesa dos interesses nacionais.</p>



<ol class="wp-block-list">
<li><strong>Defesa da Soberania Nacional</strong>: Um monarquista tende a valorizar a soberania como um dos pilares fundamentais de um Estado forte e independente. Nesse sentido, é esperado que veja com preocupação qualquer tentativa de uma entidade estrangeira, seja uma empresa ou um indivíduo influente como Elon Musk, de desrespeitar as leis brasileiras. A soberania implica que o Brasil tem o direito de criar e fazer cumprir suas próprias leis, especialmente no que diz respeito à proteção de seus cidadãos contra conteúdos prejudiciais.</li>



<li><strong>Valorização da Ordem e da Tradição</strong>: Monarquistas frequentemente valorizam a ordem social, a estabilidade e a tradição. A proliferação de fake news e discursos de ódio pode ser vista como uma ameaça à coesão social e à estabilidade do país. Portanto, apoiar o cumprimento rigoroso das leis que visam controlar essas questões pode ser interpretado como uma defesa da ordem e do bem comum.</li>



<li><strong>Responsabilidade das Plataformas Digitais</strong>: Mesmo que um monarquista valorize a liberdade de expressão, ele também pode entender que essa liberdade deve ser exercida com responsabilidade. As plataformas digitais, como o X, têm um papel significativo na formação da opinião pública e, portanto, devem agir de acordo com as leis locais que buscam preservar a verdade e a justiça. Assim, a punição de violações por parte dessas plataformas pode ser vista como uma forma legítima de proteger a nação.</li>



<li><strong>Lealdade à Pátria</strong>: O amor à pátria é central para um monarquista. Nessa perspectiva, proteger a nação contra influências externas que possam comprometer a integridade das instituições e a segurança dos cidadãos é fundamental. Apoiar a aplicação das leis brasileiras e resistir a tentativas de minar a autoridade nacional seria uma expressão natural desse patriotismo.</li>



<li><strong>Respeito às Instituições</strong>: Um monarquista geralmente valoriza o respeito às instituições e à autoridade legítima. Nesse contexto, a Justiça brasileira, ao aplicar as leis do país, está cumprindo seu papel constitucional de proteger a ordem pública e a soberania. Defendê-la, portanto, é defender a própria estrutura do Estado.</li>
</ol>



<p class="wp-block-paragraph">Resumindo, um monarquista que ama sua pátria e preza pela soberania nacional provavelmente verá essa questão como um teste crucial para a defesa da integridade e da independência do Brasil. Ele poderá apoiar as ações que garantam o respeito às leis nacionais e que protejam o país contra qualquer tentativa de violar sua soberania, mesmo sob o pretexto de defender a liberdade de expressão.</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://monarquista.com.br/o-x-da-questao-sob-a-otica-monarquista/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>Nobreza e tradição, em Santa Terezinha, revelam que Monarquia não é apenas uma forma de governo, mas um estilo de vida</title>
		<link>https://monarquista.com.br/nobreza-e-tradicao-em-santa-terezinha-revelam-que-monarquia-nao-e-apenas-uma-forma-de-governo-mas-um-estilo-de-vida/</link>
					<comments>https://monarquista.com.br/nobreza-e-tradicao-em-santa-terezinha-revelam-que-monarquia-nao-e-apenas-uma-forma-de-governo-mas-um-estilo-de-vida/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 07 Aug 2024 11:10:04 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<category><![CDATA[Realeza]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://monarquista.com.br/?p=2547</guid>

					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 2 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 A paleta de cores sofisticada e bordados delicados, cada detalhe dos vestidos da realeza foi meticulosamente planejado para celebrar a riqueza, a nobreza e a tradição que a apicultura representa para a região. Essa conexão entre a nobreza dos...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
    <div class="leitura-stats-container"
         style="
            margin-bottom:20px;
            font-family:sans-serif;
         ">

        <div style="
            background:#f7f9fa;
            border-left:4px solid #0073aa;
            padding:12px 15px;
            border-radius:0 4px 4px 0;
        ">

            <div style="
                font-size:14px;
                font-weight:600;
                color:#333;
                margin-bottom:6px;
            ">
                ⏱️ Tempo estimado: 2 minutos
            </div>

            <div id="jaw-tempo-leitura"
                 aria-live="polite"
                 style="
                    font-size:13px;
                    color:#555;
                 ">
                ⏱️ Você está lendo há
                <strong>00:00</strong>
            </div>

            <div id="jaw-mensagem-leitura"
                 style="
                    display:none;
                    margin-top:8px;
                    font-size:13px;
                    color:#0073aa;
                    font-weight:600;
                 ">
            </div>
        </div>
    </div>
<p class="wp-block-paragraph">A paleta de cores sofisticada e bordados delicados, cada detalhe dos vestidos da realeza foi meticulosamente planejado para celebrar a riqueza, a nobreza e a tradição que a apicultura representa para a região. Essa conexão entre a nobreza dos trajes e a tradição apícola de Santa Terezinha demonstra que Monarquia, mesmo em um contexto festivo, é uma expressão profunda de cultura e identidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Festa Regional do Mel, um dos eventos mais tradicionais de Santa Terezinha, revelou nesta terça-feira os novos trajes da realeza, marcando uma nova etapa na celebração desta festa que homenageia a produção local de mel.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os novos trajes foram projetados com uma paleta de cores elegante, escolhida para refletir a riqueza e a nobreza associadas à produção de mel. Os vestidos da realeza são confeccionados em um tom profundo de marsala, que evoca sofisticação e simboliza a importância da apicultura para a região.</p>



<figure class="wp-block-image"><img decoding="async" src="https://www.jatv.com.br/fotos/940625/file/desktop/WhatsApp%20Image%202024-08-06%20at%2000.05.42.jpeg?1722943926" alt=""/></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Os bordados em arabescos, delicadamente aplicados em rose gold, adicionam um toque sutil de sofisticação. Esse detalhe não apenas embeleza os trajes, mas também reflete a luz de maneira encantadora, capturando a essência da festa.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As mangas amplas dos trajes são decoradas com pequenas flores, um detalhe que carrega um significado simbólico profundo. Essas flores representam as diversas variedades visitadas pelas abelhas em sua jornada para produzir mel, ressaltando a importância da biodiversidade e a interação entre a natureza e a apicultura.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Cada elemento dos trajes foi meticulosamente planejado para celebrar a beleza estética e valorizar a cultura local, destacando a dedicação e a essência da produção de mel em Santa Terezinha. Os trajes não apenas enaltecem o evento, mas também representam a ligação entre a tradição da apicultura e a comunidade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A nova realeza da Festa Regional do Mel, com seus trajes elegantes e significativos, promete adicionar um toque especial à celebração, que já é um tributo à natureza e à rica tradição cultural da cidade.​</p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://monarquista.com.br/nobreza-e-tradicao-em-santa-terezinha-revelam-que-monarquia-nao-e-apenas-uma-forma-de-governo-mas-um-estilo-de-vida/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>A Monarquia num sermão no interior de SC</title>
		<link>https://monarquista.com.br/a-monarquia-num-sermao-no-interior-de-sc/</link>
					<comments>https://monarquista.com.br/a-monarquia-num-sermao-no-interior-de-sc/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 17 Jun 2024 12:01:30 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://monarquista.com.br/?p=2513</guid>

					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 2 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 Domingo de manhã, dia de Missa numa capelinha no interior de Santa Catarina. O sermão proferido com muita propriedade pelo Pároco, tratava do Reino de Deus e a parábola da Semente de Mostarda. &#8220;Cristo veio introduzir uma nova forma...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
    <div class="leitura-stats-container"
         style="
            margin-bottom:20px;
            font-family:sans-serif;
         ">

        <div style="
            background:#f7f9fa;
            border-left:4px solid #0073aa;
            padding:12px 15px;
            border-radius:0 4px 4px 0;
        ">

            <div style="
                font-size:14px;
                font-weight:600;
                color:#333;
                margin-bottom:6px;
            ">
                ⏱️ Tempo estimado: 2 minutos
            </div>

            <div id="jaw-tempo-leitura"
                 aria-live="polite"
                 style="
                    font-size:13px;
                    color:#555;
                 ">
                ⏱️ Você está lendo há
                <strong>00:00</strong>
            </div>

            <div id="jaw-mensagem-leitura"
                 style="
                    display:none;
                    margin-top:8px;
                    font-size:13px;
                    color:#0073aa;
                    font-weight:600;
                 ">
            </div>
        </div>
    </div>
<p class="wp-block-paragraph">Domingo de manhã, dia de Missa numa capelinha no interior de Santa Catarina. O sermão proferido com muita propriedade pelo Pároco, tratava do Reino de Deus e a parábola da Semente de Mostarda.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Cristo veio introduzir uma nova forma de monarquia, não a monarquia política que os povos já estavam acostumados, mas a monarquia espiritual e o reino espiritual&#8221;, afirmou o jovem pároco.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Voltando para casa, no caminho, fui meditando naquelas palavras. Gostaria de compartilhar com todos minha linha de pensamento:</p>



<p class="wp-block-paragraph">O povo eleito, governado por profetas até certo período de sua história, cansou-se deste governo e pediu a Deus um rei, como os outros povos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Os profetas não abandonaram de imediato o povo eleito, mas o acompanharam até que a monarquia estivesse estabelecida como forma de governo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Quando Cristo se encarnou e veio redimir o gênero humano, a ideia de monarquia permanecia como forma de governo e erroneamente os apóstolos e discípulos de Jesus acreditavam que haveria uma restauração do Reino de Israel a sua antiga força e forma.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Na parábola Cristo não apenas ensina que isto não aconteceria, mas eleva o conceito de monarquia a um patamar muito mais amplo e elevado.</p>



<p class="wp-block-paragraph">&#8220;Uma nova forma de monarquia&#8221; começando pela monarquia espiritual a partir da qual o comportamento, o conhecimento, o intelecto, a arte, a gastronomia, etc foi influenciada e elevou o ser humano.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As Revoluções surgidas no fim da Idade Média, interrompeu o processo de encaminhamento da humanidade rumo à monarquia ideal, maculando e confundindo os princípios, tornando o mundo um avesso ridículo da monarquia verdadeira.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Hoje, a maioria dos monarquistas tem uma visão tão antiga quando a dos judeus dos tempos de Cristo, achando que a restauração monárquica é apenas uma movimentação política sem relação com aquele ideal instituído por Jesus Cristo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">E você, o que acha? </p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://monarquista.com.br/a-monarquia-num-sermao-no-interior-de-sc/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
		<item>
		<title>O círculo católico da monarquia britânica e sua influência política</title>
		<link>https://monarquista.com.br/o-circulo-catolico-da-monarquia-britanica-e-sua-influencia-politica/</link>
					<comments>https://monarquista.com.br/o-circulo-catolico-da-monarquia-britanica-e-sua-influencia-politica/#respond</comments>
		
		<dc:creator><![CDATA[Imprensa]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 18 Jan 2024 12:24:43 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Nobreza Européia]]></category>
		<category><![CDATA[Noticias]]></category>
		<category><![CDATA[Opinião]]></category>
		<guid isPermaLink="false">https://monarquista.com.br/?p=2499</guid>

					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 9 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 Houve um debate sobre o que significaria para a Igreja da Inglaterra quando o herdeiro da Coroa casar-se com uma mulher de fé católica. No dia 18 de dezembro de 2004, dois meses antes do anúncio do segundo casamento...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[
    <div class="leitura-stats-container"
         style="
            margin-bottom:20px;
            font-family:sans-serif;
         ">

        <div style="
            background:#f7f9fa;
            border-left:4px solid #0073aa;
            padding:12px 15px;
            border-radius:0 4px 4px 0;
        ">

            <div style="
                font-size:14px;
                font-weight:600;
                color:#333;
                margin-bottom:6px;
            ">
                ⏱️ Tempo estimado: 9 minutos
            </div>

            <div id="jaw-tempo-leitura"
                 aria-live="polite"
                 style="
                    font-size:13px;
                    color:#555;
                 ">
                ⏱️ Você está lendo há
                <strong>00:00</strong>
            </div>

            <div id="jaw-mensagem-leitura"
                 style="
                    display:none;
                    margin-top:8px;
                    font-size:13px;
                    color:#0073aa;
                    font-weight:600;
                 ">
            </div>
        </div>
    </div>
<p class="wp-block-paragraph">Houve um debate sobre o que significaria para a Igreja da Inglaterra quando o herdeiro da Coroa casar-se com uma mulher de fé católica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">No dia 18 de dezembro de 2004, dois meses antes do anúncio do segundo casamento de <strong>Charles III</strong>, <strong>Boris Johnson</strong>, na época, editor da revista política <em>O espectador</em>, publicou um editorial intitulado “Vamos nos casar”, onde afirmava que <strong>Camila Parker Bowles</strong> era católica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Naqueles anos, houve um debate sobre o problema do futuro rei se casar com uma mulher divorciada; O então Arcebispo de Cantuária foi contra o casamento porque essa relação também tinha levado ao rompimento do seu <strong>casamento com Diana</strong>. Entretanto, o catolicismo de Camila ao qual Johnson se referia não teve nada a ver com essa controvérsia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O editorial dizia textualmente: «há uma questão constitucional a resolver. Camila é católica. O Príncipe de Gales, por outro lado, sucederá à sua mãe à frente da Igreja da Inglaterra. (…) A integração de um católico romano na família real é algo com que concordaríamos de bom grado.”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diante da informação tão relevante para a Coroa, para o sistema constitucional e para o establishment britânico, o professor de Direito Constitucional do King&#8217;s College London, Robert Blackburn, enviou uma carta ao Secretariado Privado da Rainha. Dois meses depois, interessou-se pelas consequências jurídicas da catolicidade de Camila.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Poucos dias depois, a resposta &#8220;igualmente educada&#8221; que recebeu foi: &#8220;A Sra. Parker Bowles é membro da Igreja da Inglaterra, portanto a questão constitucional para a qual ela chama a atenção em sua carta não se coloca.&#8221; Foi assim que o Palácio de Buckingham resolveu a questão, ao anunciar que o <strong>&#8220;Triângulo Dourado&#8221;</strong>. Downing Street, Conselho de Ministros e Buckingham – já aprovara o casamento, após Carlos afirmar que Camilla era um assunto “inegociável”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Curiosamente, dias depois do professor Blackburn ter enviado a carta e dois meses depois da publicação do editorial no <em>O Espectador</em>, Clarence House anuncia o casamento. Coincidentemente ou não, alguns anos de campanha de relações públicas para mudar a imagem que tinham dela &#8211; o &#8220;Projeto Rainha Camila&#8221; &#8211; evitam outro novo grande debate que complicaria ainda mais os planos de casamento e a morte do Príncipe de Gales Camilla se tornará rainha.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Anos de suposta desqualificação</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Embora naquele momento o suposto catolicismo da Sra. Parker Bowles não tivesse sido revelado à imprensa, o mais grave era que isso impediria a ascensão de Charles ao trono fornecendo argumentos aos que preferiam, depois da <strong>morte de Elizabeth II</strong> a coroa fosse diretamente para o príncipe William.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A questão constitucional que precisava ser abordada era a revogação de algumas cláusulas da Declaração de Direitos de 1688 e do Ato de Acordo de 1701 que excluíam da Coroa qualquer católico ou qualquer pessoa que se casasse com um “papista” – como os anglicanos chamam os apostólicos romanos – e que foram aprovadas após a Revolução Gloriosa forçando a abdicação do católico Jaime II.</p>



<p class="wp-block-paragraph">As disposições anticatólicas que permanecem na Constituição não codificada do Reino Unido proíbem apenas o herdeiro casar-se com um católico, mas não com uma pessoa de qualquer outra religião.</p>



<figure class="wp-block-image" id="m33393-33392-33394"><a href="https://www.eldebate.com/gente/20240115/la-reina-camila-circulo-catolico-monarquia-britanica_166684.html#809cbf55-5fd6-488e-b97b-927db92fc802"><img decoding="async" src="https://imagenes.eldebate.com/files/vertical_composte_image/uploads/2024/01/12/65a15f8e62e00.jpeg" alt="Rei Carlos III e Rainha Camilla presentes no dia de Natal em Sandringham, Norfolk, Inglaterra, 25 de dezembro de 2023"/></a><figcaption class="wp-element-caption">Rei Carlos III e Camila</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Mas qual era a ligação de Camila com a Igreja Católica?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Em 1973 ela contraiu um casamento na Igreja Católica com<strong>Andrew Parker Bowles</strong> um oficial do exército católico, que estudou no Ampleforth College, uma escola beneditina, ou em Eton para as elites católicas junto com o Stonyhurst College of the Jesuits. Os filhos de Camila, <strong>Tom e Laura,</strong> foram educados na Igreja Romana e criados como tal. Camila possivelmente iria à missa dominical com sua família e sua filha Laura estudava na St. Mary&#8217;s School em Shaftesbury, Dorset.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Um ano após o casamento de Charles e Camilla, em abril de 2013, quando o príncipe <strong>Willian e Kate Middleton</strong> esperavam o seu primeiro filho, o Parlamento aprovou a Lei da Sucessão da Coroa para abolir a prevalência dos direitos dos homens sobre as mulheres. Naquela época, nove anos antes de Carlos ascender ao trono, estranhamente aproveitou-se a oportunidade para revogar as disposições legais que desqualificam aqueles que &#8220;casam com uma pessoa de fé católica romana&#8221; para suceder na Coroa. Além disso, foi dito que era retroativo, o que permitia que Carlos reinasse se fosse alegado que Camilla era católica.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Era uma “Lei Camila”?</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Ano passado, quatro meses antes da <strong>coroação “gloriosa” </strong>de Charles e Camilla, conforme afirmou o Arcebispo de Canterbury, o Professor Blackburn publicou um artigo acadêmico intitulado “Casar-se: o curioso caso da alegada desqualificação de Charles do trono por Camilla”, onde incluiu a tese de Boris Johnson e concluindo que a Lei da Coroa de 2013, que acrescentou que os herdeiros da coroa poderiam se casar com uma católica, <strong>&#8220;foi aprovado às pressas pelo Parlamento.</strong> O Governo mal permitiu duas sessões na Câmara Comum, suspendendo o seu debate e escrutínio. ”Apesar da importância da segunda leitura parlamentar e das fases da comissão, ambos formulários processados ​​rapidamente no mesmo dia”.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O professor destacou: «o número de pessoas com possibilidade de sucessão ao trono é extremamente pequeno. “Este foi especificamente uma <strong>&#8216;Lei Camila&#8217;</strong> para evitar quaisquer reivindicações ou barreiras para que Carlos se tornasse rei devido ao seu casamento em 2005?”</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante aquele acalorado debate parlamentar em 2013, o deputado conservador Jacob Rees-Mogg, um católico tradicionalista que mais tarde se tornou ministro no gabinete de Boris Johnson e líder da Câmara dos Comuns, protestou, como vimos nas actas parlamentares: &#8220;vamos debater a questão constitucional mais importante a que a Assembleia já legislou, ou seja, quem será o nosso soberano? Quem será elegível para receber talvez a posição mais importante do mundo? (…) aprovamos como uma medida de emergência como se fosse para combater um ataque terrorista ou uma pandemia&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O mais surpreendente é que, de acordo com a lei anticatólica em vigor quando Charles se casou com Camilla em 2013, quando ela foi cassada, o Príncipe de Gales poderia ter sido legalmente desqualificado para suceder a sua mãe. No entanto, a monarquia tem muitos outros recursos porque, como diz Blackburn, “qual é o teste legal para ser um “papista?” (…) Uma pessoa pode decidir sobre a sua fé com total liberdade, se é anglicana, muçulmana, católica ou budista, de um dia para o outro&#8221;.</p>



<p class="wp-block-paragraph"><strong>Vestígios anticatólicos</strong></p>



<p class="wp-block-paragraph">Um exemplo de dois vestígios anticatólicos que ainda permanecem no Reino Unido é que Boris, que foi batizado católico, mudou-se para a Igreja de Inglaterra enquanto era estudante em Eton, possivelmente para facilitar as suas aspirações políticas. E <strong>Tony Blair</strong> preferiu esperar até ao final do mandato, em 2007, para requerer o ingresso na Igreja Católica, processo de conversação que a sua mulher incentivou e que foi acompanhado de perto por <strong>João Walsh,</strong> Capelão da Royal Air Force que há vários anos fornece ao primeiro-ministro leituras do teólogo Ratzinger. Para que o neto mais velho da rainha Elizabeth, Peter Phillips, filho da <strong>princesa Ana</strong>, não perca o seu direito ao trono, após se casar em 2008 com  <strong>Autumn Kelly,</strong> que desistiu de ser católica e se tornou anglicana, mas anos depois se divorciou. Por outro lado, o príncipe Michael de Kent, primo-irmão de Elizabeth II, teve que renunciar aos seus direitos dinásticos quando se casou com a baronesa alemã Marie-Christine von Reibnitz, uma católica, em 1978; Direitos que foram revertidos após mudança na lei em 2013.</p>



<figure class="wp-block-image" id="m33404-33403-33405"><a href="https://www.eldebate.com/gente/20240115/la-reina-camila-circulo-catolico-monarquia-britanica_166684.html#f0e2bd3a-8ab7-4615-9e82-acbd58aba5ee"><img decoding="async" src="https://imagenes.eldebate.com/files/vertical_composte_image/uploads/2023/05/06/6456394ca8e02.jpeg" alt="As únicas mulheres com coroa ou tiara serão Camilla com peça grande Mary de Teck, Kate e sua filha Charlotte com tiaras florais."/></a><figcaption class="wp-element-caption">Princesa de Gales</figcaption></figure>



<p class="wp-block-paragraph">Quando perguntamos a Sarah, sacristã da Capela de São Jorge, no Castelo de Windsor, se a Rainha Camilla é católica, ela riu e disse que “só as pessoas do seu círculo íntimo poderiam saber disso”. Talvez Boris, o único primeiro-ministro a casar com uma católica durante o seu mandato, seja um deles. De qualquer forma, Camila não seria a única católica nesta monarquia ligada a um anglicanismo que atravessa os nossos momentos mais difíceis.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A<strong> Duquesa de Kent,</strong> Catherine Worsley, esposa de Eduardo, duque de Kent, primo-irmão de Elizabeth II, converteu-se ao catolicismo em 1994. Os dois filhos da família, Nicholas Windsor, seguiram os passos de sua mãe e de seu primogênito, George Windsor, conde de Santo André, casado com uma católica, Sylvana Tomaselli. O duque de Norfolk, Edward Fitzaland-Howard, que tem a prerrogativa histórica de organizar grandes cerimónias reais, como o funeral de Elizabeth II e a coroação de Carlos III, pertence, tal como os seus antepassados, à Igreja Católica Romana. No seio de Isabel II, a Princesa Margarida, que pertence à Alta Igreja, também chamada de Anglo-Católica por ser a ministra da Igreja Anglicana mais próxima da Igreja Católica, considerou a possibilidade de converter-se e visitou o Papa Pio XII em inúmeras ocasiões. Como afirma<strong> Andrew Morton em </strong><em><strong>Elizabeth e Margarida</strong>,</em> “Sob a influência de um alto funcionário público, Derek Jennings, que se converteu ao catolicismo e mais tarde se tornou pai, ele conseguiu causar uma verdadeira ruptura.” E Noel Botham, em seu livro <em>Margaret: a última princesa real</em>, afirma que não se converteu ao catolicismo por lealdade à sua fé. Também capelão de Elizabeth II, Gavin Ashenden, converteu-se ao catolicismo há alguns anos devido à decadência da Igreja Anglicana.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Uma nova leitura também pode beneficiar a <strong>Princesa de Wale.</strong> Embora Kate Middleton tenha sido confirmada na Igreja Anglicana antes de se casar, poucos meses depois do nascimento do príncipe George, ela escolheu como babá<strong> dos herdeiros a espanhola María Teresa Turrión Borallo,</strong> uma mulher de convicções católicas e cujo único irmão é diácono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Se a esposa do monarca e as consortes dos dois herdeiros do trono pudem ser católicas, e educar os filhos nesta fé, como requisito de casamentos mistos, abrem-se as nossas portas para que o futuro Rei seja católico.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ser o chefe supremo da Igreja da Inglaterra é um título que, embora tenha importância simbólica, também não pode ser subestimado. Como um católico romano não pode atualmente aceder à Coroa, sabemos que no futuro este último vestígio legal será abolido e poderemos ver mais uma vez um monarca católico no Reino de Inglaterra.</p>



<p class="has-text-align-center wp-block-paragraph"><a><strong>Cristina Munoz Osuna</strong></a></p>
]]></content:encoded>
					
					<wfw:commentRss>https://monarquista.com.br/o-circulo-catolico-da-monarquia-britanica-e-sua-influencia-politica/feed/</wfw:commentRss>
			<slash:comments>0</slash:comments>
		
		
			</item>
	</channel>
</rss>
