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	<title>Dom Rafael &#8211; Monarquia J&aacute;!</title>
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	<description>Pela restauração da honestidade na vida política! Monarquia Já</description>
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		<title>A Tradição em Tempos Digitais: O Pronunciamento de Dom Rafael e o Futuro do Movimento Monárquico</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 02 Sep 2026 12:05:20 +0000</pubDate>
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<p class="wp-block-paragraph">Recentemente, o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Rafael de Orleans e Bragança, manifestou-se de forma direta aos seus apoiadores e ao público brasileiro por meio de sua presença no Instagram.<sup></sup> Em um contexto em que o debate sobre os rumos e as regras de sucessão da Casa Imperial ganha visibilidade, a fala do Príncipe lança luz sobre o papel da representatividade monárquica no século XXI.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Comunicação Direta com o Povo Brasileiro</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Historicamente acostumada aos canais institucionais e notas formais emitidas pela Casa Imperial, a causa monárquica presencia uma importante evolução no diálogo institucional. A utilização de redes sociais por membros da Família Imperial não apenas aproxima a figura dos príncipes do cotidiano dos cidadãos, mas reafirma o compromisso com a transparência, o respeito e a constante modernização dos meios de contato com a sociedade.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Ao se posicionar publicamente, Dom Rafael demonstra maturidade ao liderar pelo exemplo, estabelecendo uma ponte indispensável entre os ideais de estabilidade e a realidade conectada do Brasil contemporâneo.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Unidade e Continuidade Histórica</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O momento pede reflexão e coesão por parte do movimento monárquico. Os recentes acontecimentos reforçam pontos centrais para a causa:</p>



<ul class="wp-block-list">
<li><strong>Fidelidade aos Princípios:</strong> A adesão aos valores fundamentais da Casa Imperial permanece sendo a espinha dorsal de sustentação do movimento.</li>



<li><strong>Serenidade e Respeito:</strong> O respeito ao Chefe da Casa Imperial, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, alinha-se ao apoio fraternizado a Dom Rafael.</li>



<li><strong>Construção do Futuro:</strong> A presença ativa nas redes permite levar a mensagem de um Brasil soberano, próspero e institucionalmente sólido a uma nova geração de jovens e famílias.</li>
</ul>



<h2 class="wp-block-heading">O Papel do Monarquista Hoje</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Para além de debates pontuais, a mensagem que fica é clara: o verdadeiro compromisso do monarquista é com a causa da Pátria. O trabalho contínuo nos Círculos Monárquicos, a promoção da história nacional e o estudo das instituições imperiais continuam sendo os pilares para a construção de um país consciente de suas raízes.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O movimento monárquico brasileiro segue firme, sustentado na fé, no dever e no amor incondicional ao Brasil.</p>



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		<title>Casamento, tradição e sucessão: a decisão de Dom Bertrand e o futuro da Casa Imperial Brasileira</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Sun, 19 Jul 2026 21:01:47 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação Monárquica]]></category>
		<category><![CDATA[Analise Política]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Bertrand]]></category>
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<p class="wp-block-paragraph">O anúncio feito por Dom Bertrand de Orléans e Bragança durante o XXXVI Encontro Monárquico Nacional representa um dos acontecimentos mais significativos da história recente do movimento monarquista brasileiro. Ao declarar que não reconhecerá como dinástico o casamento de seu sobrinho, Dom Rafael de Orléans e Bragança, o atual chefe da Casa Imperial redefine a linha sucessória do Ramo de Vassouras, caso o matrimônio venha a se concretizar.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A decisão provocou repercussão entre monarquistas e estudiosos da história do Brasil, sobretudo porque levanta uma questão pouco conhecida: afinal, a Constituição do Império exigia realmente um casamento dinástico?</p>



<p class="wp-block-paragraph">A resposta é mais complexa do que parece.</p>



<h2 class="wp-block-heading">O que dizia a Constituição de 1824?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Ao contrário do que muitos imaginam, a Constituição do Império não determinava expressamente que o Imperador ou o Príncipe Imperial só poderiam casar-se com membros de casas reais ou soberanas.</p>



<p class="wp-block-paragraph">O texto constitucional tratava do casamento como uma questão de Estado, exigindo sua aprovação pela Assembleia Geral. O artigo 105 estabelecia que o Imperador não poderia contrair matrimônio sem essa autorização, sob pena de ser considerado abdicação da Coroa. O mesmo princípio era aplicado ao herdeiro do trono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Percebe-se, portanto, que a preocupação do legislador era assegurar o controle institucional sobre um ato capaz de influenciar a sucessão da Coroa, e não estabelecer critérios de nobreza para o futuro cônjuge.</p>



<h2 class="wp-block-heading">De onde surgiu, então, a exigência do casamento dinástico?</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Essa tradição não nasce diretamente da Constituição, mas das antigas normas da Casa de Bragança e do direito dinástico europeu.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Durante séculos, as famílias reinantes procuraram preservar alianças entre casas soberanas. Casamentos considerados &#8220;desiguais&#8221; — quando um príncipe se unia a alguém sem origem dinástica — frequentemente impediam que seus descendentes herdassem os direitos ao trono.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Após a Proclamação da República, em 1889, o Brasil deixou de possuir instituições imperiais. A Assembleia Geral desapareceu, assim como o próprio Estado monárquico. Permaneceram, entretanto, a Família Imperial e suas tradições.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Nesse novo contexto, a chefia da Casa Imperial passou a interpretar que caberia ao chefe da família exercer a função anteriormente desempenhada pelas instituições do Império no que diz respeito à preservação das normas sucessórias.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É justamente nessa tradição que Dom Bertrand fundamenta sua decisão.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Uma interpretação que não é unânime</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio também revela que o tema está longe de ser consensual.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há estudiosos que sustentam que as regras dinásticas permanecem plenamente válidas dentro da Casa Imperial, independentemente da inexistência do Império, pois representam a continuidade histórica da dinastia.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outros historiadores observam que a Constituição de 1824 jamais impôs expressamente a exigência de casamento dinástico e que, sem o Estado Imperial, essas normas possuem hoje natureza essencialmente familiar e simbólica, não jurídica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Há ainda quem recorde que o próprio Dom Pedro II, em determinadas circunstâncias, demonstrou flexibilidade diante de casamentos considerados desiguais dentro da família, sugerindo que a tradição nem sempre foi aplicada de maneira absoluta.</p>



<h2 class="wp-block-heading">A decisão de Dom Bertrand</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Foi com base nessa interpretação tradicional que Dom Bertrand comunicou publicamente que não reconhecerá como dinástico o casamento de Dom Rafael de Orléans e Bragança com a italiana Margherita delle Piane.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Segundo o entendimento do chefe da Casa Imperial, a futura esposa não pertence a uma casa soberana ou anteriormente reinante, requisito considerado indispensável pelas normas sucessórias adotadas pelo Ramo de Vassouras.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Caso o casamento seja celebrado nessas condições, Dom Rafael perderá sua posição na linha sucessória da Casa Imperial, passando a sucessão para sua irmã, Dona Maria Gabriela de Orléans e Bragança.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Entre a tradição e o século XXI</h2>



<p class="wp-block-paragraph">O episódio também suscita uma reflexão mais ampla.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Diversas monarquias constitucionais europeias — como Reino Unido, Espanha, Suécia, Noruega, Dinamarca e Holanda — aboliram, ao longo das últimas décadas, as restrições relativas à origem familiar dos cônjuges de seus herdeiros. Atualmente, príncipes e princesas podem casar-se com cidadãos comuns sem perder seus direitos sucessórios.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Outras casas reais, especialmente aquelas que já não exercem poder político, optaram por preservar integralmente suas antigas normas dinásticas, entendendo que elas constituem parte essencial de sua identidade histórica.</p>



<p class="wp-block-paragraph">A Casa Imperial Brasileira insere-se nesse segundo entendimento.</p>



<h2 class="wp-block-heading">Um debate que ultrapassa a sucessão</h2>



<p class="wp-block-paragraph">Embora a decisão de Dom Bertrand não produza qualquer efeito jurídico perante a República Federativa do Brasil, ela possui importância histórica e institucional para aqueles que reconhecem a legitimidade da Casa Imperial.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Mais do que definir quem ocupa o primeiro lugar numa linha sucessória sem efeitos legais perante o Estado brasileiro, o episódio recoloca em discussão uma questão permanente das monarquias: até que ponto uma instituição fundada na tradição deve adaptar-se às transformações da sociedade?</p>



<p class="wp-block-paragraph">Talvez essa seja a verdadeira importância do episódio. Não apenas decidir quem seria o sucessor de uma Coroa hoje inexistente, mas refletir sobre o delicado equilíbrio entre fidelidade à tradição e capacidade de dialogar com o seu tempo.</p>



<p class="wp-block-paragraph">É um debate que começou muito antes da Proclamação da República e que, ao que tudo indica, continuará despertando interesse entre historiadores, juristas e estudiosos das instituições brasileiras por muitos anos.</p>



<p class="wp-block-paragraph">Toda República possui uma história anterior à sua própria existência. No Brasil, essa história foi construída sob a Monarquia Constitucional. A Casa Imperial, embora não integre a estrutura do Estado, permanece como depositária de uma tradição que ajudou a formar a identidade nacional. Assim, quando seu chefe fala em nome da dinastia, não o faz como agente público, mas como representante de uma instituição histórica cuja existência é reconhecida social e culturalmente. É um papel sem poder político, mas não necessariamente sem significado institucional.</p>
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		<title>O I ENCONTRO MONÁRQUICO DO RIO GRANDE DO NORTE</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Wed, 06 Dec 2017 21:40:09 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação Monárquica]]></category>
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		<category><![CDATA[I Encontro Monárquico do Rio Grande do Norte]]></category>
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<p>No dia 25 de novembro último, S.A.R. o Príncipe Dom Rafael de Orleans e Bragança, quarto na linha de sucessão ao Trono, esteve em Natal, onde foi convidado de honra, como representante da Casa Imperial Brasileira, do I Encontro Monárquico do Rio Grande do Norte, promovido pelo <a class="profileLink" href="https://www.facebook.com/institutofilipecamarao/?fref=mentions" data-hovercard="/ajax/hovercard/page.php?id=606195986221256&amp;extragetparams=%7B%22fref%22%3A%22mentions%22%7D" data-hovercard-prefer-more-content-show="1">Instituto Filipe Camarão</a>, no Auditório da Unifacex. Anteriormente, estava prevista a participação de S.A.I.R. o Príncipe Imperial do Brasil, Dom Bertrand de Orleans e Bragança, mas este teve de cancelar, por recomendação médica, devido a uma forte gripe, sendo, portanto, substituído por seu sobrinho.</p>
<p>O Príncipe Dom Rafael foi bastante requisitado pelo numeroso público – composto por muitos veteranos, mas, em sua maioria, por jovens monarquistas, sedentos por uma alternativa de futuro melhor para o nosso Brasil, que virá apenas através da restauração da Monarquia Constitucional Parlamentar – que lotou a sala de conferências, conversando com todos os presentes e posando para fotografias.</p>
<p>Na abertura do Encontro, foi executado o Hino da Independência e, ato contínuo, teve início o ciclo de palestras, durante o qual falaram o Prof. Ivanaldo Oliveira dos Santos Júnior, o Dr. José Carlos Sepúlveda da Fonseca e o Prof. Rodrigo Cavalcanti. Após o intervalo para o almoço no Restaurante Tábua de Carne, foram abertos os trabalhos da tarde, com palestras do Prof. Anderson Tavares de Lyra, do Prof. Dr. Ibsen Noronha e do Príncipe Dom Rafael, que falou da importância da realização daquele e de outros Encontros Monárquicos por todo o País e da necessidade de se restaurar o regime monárquico o quanto antes, tomando por base os valores e diretrizes definidos por seu tio, S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil, para que a Família Imperial Brasileira possa cumprir seu dever de estar perenemente a serviço do Brasil e dos brasileiros. Em seguida, foi realizada uma mesa redonda com os palestrantes e Sua Alteza, antes do Príncipe Dom Rafael encerrar oficialmente o Encontro, com um breve discurso.</p>
<p>No dia seguinte, 26 de novembro, antes de retornar a São Paulo, Sua Alteza visitou o Município de Macaíba, nos arredores de Natal, iniciando sua visita pela Igreja Matriz de Nossa Senhora da Conceição – é tradição da Família Imperial, desde o Imperador Dom Pedro II, sempre procurar visitar uma igreja ao chegar a uma cidade; é o modelo ideal de Chefe de Estado, representado por nossos Príncipes, que, sendo temente a Deus, está sempre atento ao seu povo. Na ocasião, o Príncipe Dom Rafael foi recebido pelo Padre Francisco de Assis, pôde observar a beleza da Imagem da Padroeira de Macaíba, conheceu o Mausoléu de Fabrício Gomes Pedroza, fundador de Macaíba e doador do patrimônio paroquial, e rezou pelo futuro do Brasil na Capela do Santíssimo.</p>
<p>Por fim, Sua Alteza se dirigiu para a Casa de Cultura Popular, onde foi montada uma exposição com cartas, fotografias e livros sobre a Família Imperial, pertencentes ao acervo do Círculo Monárquico Dom Pedro Luiz – nomeado em homenagem ao Príncipe Dom Pedro Luiz de Orleans e Bragança, saudoso irmão mais velho do Príncipe Dom Rafael, falecido em 2009. Sua Alteza ficou bastante sensibilizado ao poder ler as cartas originais trocadas entre o Imperador Dom Pedro II, seu tetravô, e o Duque de Caxias, Patrono do Exército Brasileiro, e aproveitou o subseqüente momento de confraternização para conversar com um grupo de idoso locais, que muito o elogiaram por sua educação e simplicidade.</p>
<p>Sem dúvida, o I Encontro Monárquico do Rio Grande do Norte representou mais um avanço rumo à restauração da Monarquia Constitucional Parlamentar no Brasil. Foi um evento de tom íntimo e familiar, que chamou a atenção da imprensa local e criou e consolidou laços de amizade entre os veteranos e jovens monarquistas de todo o Estado, abrilhantado pelas personalidades dos grandes palestrantes e coroado pela presença de um jovem Príncipe da Casa Imperial do Brasil, futuro continuador da Dinastia Imperial e – queira Deus – Imperador Constitucional e Defensor Perpétuo do Brasil.</p>
<p>Agradecemos ao Instituto Filipe Camarão por disponibilizar as fotografias.</p>
<p>
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		<title>Ação Monárquica de Príncipes brasileiros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 01 Sep 2016 01:48:25 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação Monárquica]]></category>
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					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 3 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 Pró Monarquia AGENDA DOS PRÍNCIPES O Príncipe Dom Luiz Philippe de Orleans e Bragança assistiu às sessões finais do julgamento de impeachment da Presidente da República, Dilma Rousseff, que resultou na cassação de seu mandato pelo Senado Federal, por...]]></description>
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<p><span class="_1nb_ fwn fcg" data-ft="{&quot;tn&quot;:&quot;C&quot;}"><span class="fwb" data-ft="{&quot;tn&quot;:&quot;k&quot;}"><a href="https://www.facebook.com/promonarquia/?hc_ref=NEWSFEED&amp;fref=nf" data-hovercard="/ajax/hovercard/page.php?id=1504551259781459&amp;extragetparams=%7B%22hc_ref%22%3A%22NEWSFEED%22%2C%22fref%22%3A%22nf%22%7D">Pró Monarquia</a></span></span></p>
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<div id="id_57c7861320a371f47841642" class="text_exposed_root text_exposed">
<p>AGENDA DOS PRÍNCIPES</p>
<p>O Príncipe Dom <a class="profileLink" href="https://www.facebook.com/lpbraganca" data-hovercard="/ajax/hovercard/user.php?id=639568546">Luiz Philippe</a> de Orleans e Bragança assistiu às sessões finais do julgamento de impeachment da Presidente da República, Dilm<span class="text_exposed_show">a Rousseff, que resultou na cassação de seu mandato pelo Senado Federal, por 61 votos a 20, na tarde de hoje.</span></p>
<div class="text_exposed_show">
<p>Filho do Príncipe Dom Eudes de Orleans e Bragança, o Príncipe Dom Luiz Philippe é, portanto, sobrinho de S.A.I.R. o Príncipe Dom Luiz de Orleans e Bragança, Chefe da Casa Imperial do Brasil. Uma vez que seu pai renunciou aos seus direitos dinásticos e sucessórios, em seu nome e no de toda a sua descendência, antes de contrair matrimônio, Sua Alteza não possui direitos ao Trono Brasileiro.</p>
<p>O Príncipe Dom Luiz Philippe, que é cientista político, foi um dos convidados da acusação da agora ex-Presidente, tendo se destacado no cenário político nacional por ser líder do <a class="profileLink" href="https://www.facebook.com/Movimento-Liberal-Acorda-Brasil-1658852397677850/" data-hovercard="/ajax/hovercard/page.php?id=1658852397677850">Movimento Liberal Acorda Brasil</a>, entidade que luta contra a corrupção. Sua Alteza também é idealizador, junto aos seus primos, o <a class="profileLink" href="https://www.facebook.com/PrincipeRafaelDeOrleansBraganca/" data-hovercard="/ajax/hovercard/page.php?id=370659155152">Príncipe Dom Rafael do Brasil</a> e os Príncipes Dom Gabriel e Dom Pedro Alberto de Orleans e Bragança, do projeto <a class="profileLink" href="https://www.facebook.com/geracaomonarquia/" data-hovercard="/ajax/hovercard/page.php?id=197438940670837">Geração Monarquia</a>, portal oficial da geração mais jovem da Família Imperial Brasileira.</p>
<p>Infelizmente, essa não foi a primeira, nem será a última crise da República no Brasil. Já são incontáveis as provas de que esse regime não serve aos interesses da Pátria, tampouco se adéqua à boa índole dos brasileiros. Apenas a restauração da Monarquia poderá devolver o Brasil ao rumo certo, contribuindo para sanar o problema da corrupção endêmica em nossas instituições e tantos outros problemas nacionais, permitindo que nosso País concretize o destino que nos foi traçado pela Providência.</p>
<p>Cabe, por fim, a observação de uma ironia histórica: vinte e oito anos após o PT e o PCdoB, durante a última Assembléia Nacional Constituinte, terem sido os dois únicos partidos a votarem pela manutenção da Cláusula Pétrea, infame dispositivo constitucional que punha os monarquistas fora da lei, um Orleans e Bragança assistiu, da galeria do Senado, a Presidente petista ter seu mandato cassado pelo Congresso Nacional.</p>
<p>Agradecemos ao Príncipe Dom Luiz Philippe pelo envio da foto.</p>
</div>
</div>
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		<title>A FAMÍLIA IMPERIAL DO BRASIL &#8211; Frankfurter Allgemeine</title>
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		<dc:creator><![CDATA[MauroMonarquista]]></dc:creator>
		<pubDate>Thu, 04 Aug 2016 11:02:08 +0000</pubDate>
				<category><![CDATA[Ação Monárquica]]></category>
		<category><![CDATA[Dom Rafael]]></category>
		<category><![CDATA[Império do Brasil]]></category>
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					<description><![CDATA[⏱️ Tempo estimado: 14 minutos ⏱️ Você está lendo há 00:00 Kaiserfamilie in Brasilien 31.07.2016, von PETER-PHILIPP SCHMITT http://www.faz.net/aktuell/stil/kaiserfamilie-in-brasilien-wir-gehen-mit-dem-volk-auf-die-strasse-14346108.html ENTREVISTA COM O PRÍNCIPE DOM RAFAEL A FAMÍLIA IMPERIAL DO BRASIL “Nós estamos com as pessoas nas ruas.” O Brasil já foi um Império. Em tempos de instabilidade política, alguns buscam trazer a...]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<div class="leitura-stats-container"
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<p><img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1049" src="http://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2016/08/dom-rafael.jpg" alt="dom rafael" width="610" height="344" srcset="https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2016/08/dom-rafael.jpg 610w, https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2016/08/dom-rafael-300x169.jpg 300w" sizes="auto, (max-width: 610px) 100vw, 610px" /> <img loading="lazy" decoding="async" class="aligncenter size-full wp-image-1050" src="http://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2016/08/frankfu.png" alt="frankfu" width="320" height="45" srcset="https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2016/08/frankfu.png 320w, https://monarquista.com.br/wp-content/uploads/2016/08/frankfu-300x42.png 300w" sizes="auto, (max-width: 320px) 100vw, 320px" />Kaiserfamilie in Brasilien</p>
<p>31.07.2016, von <a href="http://www.faz.net/redaktion/peter-philipp-schmitt-11104263.html">PETER-PHILIPP SCHMITT</a></p>
<p><a href="http://www.faz.net/aktuell/stil/kaiserfamilie-in-brasilien-wir-gehen-mit-dem-volk-auf-die-strasse-14346108.html">http://www.faz.net/aktuell/stil/kaiserfamilie-in-brasilien-wir-gehen-mit-dem-volk-auf-die-strasse-14346108.html</a></p>
<p><strong>ENTREVISTA COM O PRÍNCIPE DOM RAFAEL</strong></p>
<p>A FAMÍLIA IMPERIAL DO BRASIL</p>
<p><em>“Nós estamos com as pessoas nas ruas.”</em></p>
<p>O Brasil já foi um Império. Em tempos de instabilidade política, alguns buscam trazer a Monarquia de volta. Dom Rafael, tetraneto do Imperador Dom Pedro II (1825-1891), sabe como reinaria pelo bem de seu País.</p>
<p>Dom Rafael trabalha, há seis anos, na maior produtora de bebidas do mundo, a Anheuser-Busch Inbev [AmBev], inicialmente no Rio de Janeiro e, já há dois anos, em São Paulo. Entre os produtos produzidos pelo grupo, e consumidos no mundo todo, estão a americana Budweiser e a mexicana Corona, além de bebidas não-alcoólicas, com o brasileiro Guaraná Antarctica, produzido com as sementes da fruta amazônica de mesmo nome. Dom Rafael se formou em Engenharia de Produção pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, em 2010. Na AmBev, o jovem de trinta anos é o Pricining Manager, responsável por gerenciar os preços dos refrigerantes.</p>
<p>Há vinte e três anos, os brasileiros tiveram a chance de restaurar a Monarquia. Na época, Fernando Collor de Mello foi forçado a renunciar à presidência. O tio de Dom Rafael tentou convencer os brasileiros a votarem pela Monarquia. No fim, o resultado do Plebiscito foi: 86,6% dos votos pela República, 13,4% para a Monarquia.</p>
<p>A mãe de Dom Rafael, Dona Christine de Orleans e Bragança, é nascida Princesa de Ligne. A mãe dela, Alix de Luxemburgo, é irmã do antigo Grão-Duque Jean e, portanto, tia do atual Grão-Duque Henri de Luxemburgo.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> Dom Rafael, como os seus colegas de trabalho te chamam? De Vossa Alteza?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> Definitivamente não no trabalho. Lá, eu sou apenas Rafael. Oficialmente, alguns me chamam de “<em>Königliche Hoheit</em>”, “Sua Alteza Real”, em português; mas, na maior parte das vezes, apenas de Dom Rafael.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Seu nome completo é Rafael Antonio Maria José Francisco Miguel Gabriel Gonzaga de Orleans e Bragança e Ligne. É um monte de nomes.</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> Sim. Os nomes são parte de nossa tradição familiar e da nossa fé católica. Meu nome próprio é Rafael Antonio. Maria e José representam a Santíssima Virgem e São José; Francisco é o nome do meu padrinho, irmão do meu pai. Miguel e Gabriel, assim como Rafael, são os três Arcanjos. Orleans e Bragança e Ligne é a combinação dos sobrenomes de meus pais.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> Como é a vida de um membro da Família Imperial do Brasil?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> Eu levo uma vida bastante normal. Obviamente, tenho certas responsabilidades, e represento, regularmente, minha Família em eventos. Mas, de qualquer maneira, tenho que conseguir o meu sustento como qualquer outro brasileiro. E eu tenho um patrão, que me diz o que eu posso e o que eu não posso fazer.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> Tradições familiares são importantes para o senhor?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> Sim. Muito.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> Atualmente, o senhor é o quarto na Linha de Sucessão. Seu pai, Dom Antonio, tem dois irmãos mais velhos, Dom Bertrand e Dom Luiz, o Imperador do Brasil por direito, Dom Luiz I, como alguns o chamam. Quando foi que o senhor se deu conta de que não é um brasileiro comum?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> Quando criança, eu acompanhava meu pai em eventos. Assim sendo, eu cresci conhecendo a história da Família. Mas houve um momento na escola, do qual eu me recordo em particular; falávamos sobre a história do Brasil Império, e a professora me chamou na frente da sala e me pediu para falar sobre a minha Família. Aquilo não foi particularmente prazeroso, já que, obviamente, eu sabia um pouco mais sobre os meus ancestrais do que os outros alunos. Mas eu sempre fui tímido e, já naquela época, ficava nervoso ao ter que falar diante da turma.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> Hoje em dia, o senhor tem que se manter determinado a falar bastante.</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> Sim. Especialmente no Encontro Monárquico anual, no aniversário do meu tio Luiz.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> Quantos os irmãos o seu pai tem?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> Sete irmãos e quatro irmãs.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> De fato, originalmente, o senhor não estava destinado a suceder como Chefe da Casa Imperial.</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> Isso é verdade. Mas meu irmão mais velho, Pedro Luiz, veio a falecer em 2009, na queda do vôo Rio-Paris da AirFrance.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> O senhor cresceu como o segundo filho, um tipo de Príncipe Harry do Brasil.</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> De fato, algumas vezes nós éramos comparados com os Príncipes britânicos, que são só alguns anos mais velhos. Mas eu também sei o quão a sério meu irmão levava a tradição. Mais de uma vez, ele me disse: “Você não pode deixar de levar a sério, você não sabe se algo pode acontecer comigo”. Meu pai me alertava para estar preparado para tudo.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> O que mudou com a morte do seu irmão?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> Subitamente, eu passei a estar na linha de frente. Especialmente nestes tempos de instabilidade política, em que se discute se o sistema presidencialista é bom para o nosso País, eu tenho que estar disposto a assumir as minhas responsabilidades.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> O senhor vê isso como uma honra?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> Sim. Mas, também, como um fardo.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> Qual sistema de governo o senhor prefere?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael]</strong> Uma democracia parlamentar com uma Monarquia hereditária.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine]</strong> Assim como em muitos países europeus?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Exato. Um Imperador ou um Rei não pertenceriam a nenhum partido político ou grupo econômico. Ele seria completamente independente. Ele garantiria a continuidade e a ordem, enquanto um Primeiro Ministro, eleito pelo voto popular, cuidaria do Governo.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O senhor realmente acredita que o Brasil pode voltar a ser uma Monarquia?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Sempre existiram forças lutando pela Monarquia. Eu acredito que muito poucos brasileiros sabem que existe essa alternativa. Nós poderíamos, assim, retornar à forma de governo que existia anteriormente. O Brasil foi criado como uma Monarquia.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O que impede o senhor de entrar para a política?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Como político, eu perderia minha independência. Eu me juntaria a um partido ou criaria um partido. E o Monarca deve permanecer imparcial – especialmente na atual situação.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Seu tio, Dom Bertrand, estava presente nas manifestações contra Dilma Rousseff, que pediam o impeachment.</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Eu também fui para as ruas. Mas nós não estávamos protestando contra Dilma ou Lula, mas contra a corrupção. É inaceitável, irresponsável e desrespeitoso como os governantes se comportam com relação à população. Eles não têm moral e ética.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>A Família Imperial leva uma vida modesta; o senhor tem um pequeno apartamento aqui, no Itaim Bibi, e seus tios moram juntos em uma casa em São Paulo. O que aconteceu com as propriedades do passado?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Após Dom Pedro II ser exilado na Europa, em 1889, o Governo confiscou todas as propriedades. Há muito tempo, corre um processo na justiça, para reaver algumas propriedades; é, pelo que eu sei, a mais longa batalha legal do Brasil. Mas se tratam de um ou dois palácios, que não são muito grandes. Nós fomos criados para sermos modestos. Modestos como Dom Pedro II, que dizia que seu salário era muito alto; então, ele doava metade para a caridade.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Há dois anos, sua irmã mais velha se casou com um plebeu e, portanto, teve que renunciar ao seu título e direitos ao Trono. Como Príncipe do Brasil e futuro Chefe da Casa Imperial, o senhor deve se casar com uma Princesa de sangue.</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Isso faz parte da tradição da nossa Família. Eu ainda estou procurando pela noiva certa.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Não existem opções no Brasil. O senhor terá de ir à Europa para encontrar uma esposa.</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Isso é verdade.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Sua mãe descende da Família Grã-Ducal de Luxemburgo, sua avó era neta de Ludwig III, o último Rei da Baviera. O quão próximo o senhor é de seus parentes da nobreza européia?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Sou especialmente próximo dos meus primos de Luxemburgo e da Baviera. Somos amigos, mas ainda não tenho planos de me casar.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Na Europa, muitos Príncipes Herdeiros se casaram com plebéias. Por que sua Família permanece firme com relação a exigir casamentos dinásticos?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Porque faz parte da nossa tradição dinástica.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O senhor mudaria essa regra antiga, quando for Chefe da Casa Imperial?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Eu não posso dizer que mudaria. Precisaria do consentimento de toda a Família para mudar nossas regras dinásticas.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O senhor se sente forçado, por sua família, a fazer algo que não quer?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Não, não sou forçado. Meu pai acredita que devemos ser felizes, antes de tudo. Mas ele também diz que seria bom para mim e para o nosso País, se eu pudesse encontrar uma Princesa.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Esse seria parte do fardo ao qual o senhor se referiu mais cedo?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Sim, não é muito fácil.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Poderia ser uma Princesa alemã?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Talvez, por que não?</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O senhor fala alemão?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>“<em>Ein bisschen</em>” (“um pouco”, em alemão). Estou tentando aprender.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Quais outras línguas o senhor fala?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Português, francês e inglês, e espanhol o suficiente para ser entendido.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Com que freqüência o senhor vai à Europa?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Antes de entrar para a faculdade, vivi por seis meses com minha tia, em Paris. Agora, passo minhas férias na Europa, todos os anos. Uma das minhas irmãs vive em Madri, a outra, em Bruxelas, onde mora a minha avó. Em meados de junho, eu fui ao casamento de minha prima, Alix de Ligne, na Bélgica.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O senhor é do Rio de Janeiro. O que pode ser visitado na cidade em apenas um dia?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Há tanta coisa. Você deveria pegar um táxi para a estátua do Cristo Redentor, no Corcovado, ir ao bondinho do Pão-de-Açúcar e, claro, você deveria ir a Copacabana.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O que há de tão especial sobre o Rio de Janeiro?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Os moradores do Rio, chamados de cariocas, têm um estilo de vida único. Principalmente com relação às praias e ao sol, todo carioca gosta de estar ao ar livre. Eles vão nadar em Ipanema, jogar vôlei em Copacabana e correr na Lagoa. Em São Paulo, a capital econômica do País, as coisas são bem diferentes; aqui, nós estamos trabalhando, gerando dinheiro e construindo carreiras. Uma ou duas vezes por mês, eu vou visitar meus pais, no Rio de Janeiro.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Como é viver em cidades onde os assaltos e homicídios são constantes?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Em São Paulo, eu não tive nenhuma experiência ruim; no Rio, já fui assaltado uma vez. Um homem queria meu celular, e eu o dei para ele. Foi isso. Mas é assim em qualquer cidade grande; você tem que estar atento a que lugar vai e a que horas. Em Nova York, você não anda na rua à noite, ainda mais no Bronx.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Como o número de crimes no Brasil pode ser explicado? Seria, principalmente, porque, no seu País, há alguns que são muito ricos, enquanto outros são muito pobres?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Não acho que seja por isso. A rivalidade entre ricos e pobres é mantida viva de forma artificial. Os brasileiros são um povo gracioso, que se dão muito bem. Ainda assim, é claro que os menos privilegiados têm direito a uma vida melhor; deve haver oportunidades iguais. No entanto, eu acredito que alguns nascem para conduzir, enquanto outros nascem para serem conduzidos. Mas dizer que nossa sociedade é dividida entre duas classes, e que os pobres são criminosos, está errado, em minha opinião.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Mas parece que muitos dos ricos por aqui são criminosos. O Brasil conseguirá por a corrupção sob controle?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Eu estou convencido de que sim. O que está acontecendo é pelo melhor para o País; ninguém acha que isso é ruim. Agora estão mostrando o tamanho real da corrupção, e as pessoas estão indo às ruas.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Mas, por outro lado, os protestos estão ocorrendo há anos. Antes da Copa do Mundo de 2014, centenas de milhares tomaram as ruas.</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Mas não se tinha, provavelmente, a menor ideia do quão ruim a situação realmente era. Agora, pela primeira vez, chega-se a conclusões. Eu acredito que a corrupção em nosso País será cada vez menos tolerada, com o passar dos anos. E isso vai levar a menos corrupção – na política, mas também nos esportes.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O senhor está ansioso para os Jogos Olímpicos em sua cidade natal?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Ah, sim. Eu sou um grande fã do esporte.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O senhor vai aos estádios?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Vou tentar. Na Copa do Mundo, assisti a alguns jogos ao vivo.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>Incluindo o 7 x 1 da seleção alemã contra a brasileira?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Não. Eu assisti esse pela televisão, com amigos. A cada gol da Alemanha, meus primos da Baviera me mandavam mensagens de texto, perguntando: “O que está acontecendo com os jogadores brasileiros?”</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O senhor considera aquele jogo uma humilhação?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Foi realmente embaraçoso, mas o futebol é assim. O que nos surpreendeu foi como os alemães se comportaram; todos os jogadores foram respeitosos, havia piadas sobre o jogo, mas nenhuma animosidade entre as duas Nações. Entre o Brasil e a Argentina, no entanto, a rivalidade tem sido mais agressiva; tal como foi, por exemplo, na Copa do Mundo, quando Neymar foi gravemente ferido por um jogador colombiano, e os argentinos comemoraram abertamente.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O senhor joga futebol?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Todo bom brasileiro tem que jogar futebol. Eu jogo toda semana.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>E o que mais?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Golfe, tênis e squash. Quando eu era pequeno, cavalgava com os meus avós.</p>
<p><strong>[Frankfurter Allgemeine] </strong>O Rio de Janeiro está preparado para os Jogos Olímpicos?</p>
<p><strong>[Príncipe Dom Rafael] </strong>Eu diria que estamos indo bem. Os brasileiros, comparados aos alemães, adotam uma postura mais tranqüila, quando se trata de planejamento e organização. Aqui, algumas coisas ficarão prontas a tempo, outras serão concluídas mais tarde; mas, no final, tudo vai ficar bem. Eu tenho certeza.</p>
<p>&nbsp;</p>
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